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DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DE ALAGOAS, EXISTE?

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No mês de março deste ano, estava voltando de uma viagem à Europa, via Recife, e já tinha a passagem aérea para Maceió. Como minha diária do hotel terminava ao meio-dia e o voo para cá seria às 20 horas, resolvi voltar, mesmo, no táxi em que havia ido fazer umas comprinhas no Shopping Recife. O motorista, atencioso, me pareceu responsável e aceitou a ideia. Minha bagagem já se encontrava pronta e, entre levar cinco horas sentada nas cadeiras desconfortáveis do salão de embarque esperando o avião, achei que seria melhor estar no carro, apreciando os caminhos de volta a casa. E assim o fiz. Peguei minhas malas na hospedaria, minha cadeira de rodas e parti. Vim pela BR que, agora com duas mãos e bem pavimentada, torna a viagem muito aprazível. Porém, quando atravessamos a fronteira e começamos a trafegar por Alagoas, iniciou o horror! Buracos por toda a parte, às vezes verdadeiras crateras e um movimento espantoso de carros e caminhões levando enormes cargas. Aguentamos esse desconforto durante mais de duas horas, até Xexéu, onde tivemos que parar uma hora com o trânsito interrompido por veículos pesados que, nesse lugar, são obrigados a se deter para que suas cargas sejam examinadas e pagos os impostos. Não há nada organizado, ficam mesmo no meio da estrada, obstruindo a passagem. E o calor? Não havia ar-condicionado que conseguisse amenizá-lo! Fiquei maldizendo a minha ideia. Como nosso estado é abandonado! Depois de Xexéu, o movimento diminuiu, mas a estrada continuou péssima mais alguns quilômetros, para começar a estrada nova que estão fazendo aos pedaços. Vários desvios, e cheia de curvas. Muito mal traçada e perigosa e a camada de asfalto fininha, dando a impressão de que prontamente, com as chuvas intensas que caem por aqui, no inverno e o peso dos caminhões, logo estará toda esburacada. Eu que estou acostumada a ver as estradas da Europa e dos Estados Unidos com camadas de britas ou borrachas misturadas ao asfalto com mais de um palmo de grossura. Fico pessimista quanto à durabilidade das nossas. Nada é construído para durar! Agora mesmo, desabou um enorme viaduto em Minas Gerais. Nem foi concluído. Um assombroso desastre! Com mortes, achatamento de veículos etc. E custou milhões de reais! Quanta irresponsabilidade! E sai tudo dos bolsos dos contribuintes.

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