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OS CUSTOS DA COPA DO MUNDO E A ADMINISTRA��O CRIST�

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O evento Copa do Mundo trouxe certamente para nós, brasileiros, gastos muito altos e não bem divulgados. O que gerou discussão e protestos desde o início e, certamente, continuarão até após seu término. Pois a Copa da educação e da saúde pública de nosso país clama, há muito, por investimento e atenção, pois baixo é o custo para estas áreas de necessidades urgentes. A discussão é ampla e não vai acabar com a partida final no dia 13 de julho. Envolve questões fora do futebol, sobretudo quando em outubro têm as eleições. Além da bola, neste jogo rola em campo a campanha política e muitos interesses econômicos. Mas, e nós, cristãos, o que podemos dizer sobre tudo isso? Ora, estas coisas que envolvem política, economia e futebol fazem parte de nossa liberdade cristã, e cada um tem a sua opinião e o direito de se manifestar. Quem sabe aqui devemos ouvir a recomendação de Paulo, na segunda carta a Timóteo (2.23,25): ?Fique longe das discussões tolas e sem valor, pois você sabe que elas sempre acabam em brigas. O servo do Senhor não deve andar brigando, mas deve tratar todos com educação. Deve ser um mestre bom e paciente?. E, por falar em opinião, penso que faltou uma aulinha bem simples de gestão aos nossos governantes ao trazerem a Copa. E que está na Bíblia, oferecida por Jesus numa parábola. ?Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá?. Isto foi dito pelo Senhor como exemplo dos custos na administração pessoal da fé cristã. ?Se não fizer isso?, segue a parábola, ?ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele...? (Lc 14.28-30). Será que existem em nosso país obras inacabadas? Sim... e muitas! As leis de economia não mudaram, e, hoje, Jesus diria que um seguidor seu não pode imitar os administradores públicos que dão prejuízo e envergonham o Brasil tanto os de dentro como lá fora. ?Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer?, explica o Senhor às multidões que se espremiam atrás de vantagens, sem colocar na balança o peso da cruz. Mais tarde, Pedro fez uma minuciosa planilha dos custos da fé cristã ao lembrar tais palavras de Jesus. E completou: ?Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus. Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros? (1Pe 4.10), e isso é desafiante! Parece que a velha lição, de colocar tudo na ponta do lápis, é um aprendizado que precisa bem mais que uma simples calculadora. Para nós, cristãos, torcedores ou não do Brasil nos gramados, vale a lição de que na vida também cristã é preciso planejar e calcular.

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