Opinião
O dia seguinte, sem emo��es e manipula��es
Depois de uma enxurrada de baboseiras ditas contra a Copa do Mundo 2014, começam, enfim, a aparecer avaliações mais consubstanciadas. Em verdade, surgiram com mais firmeza na mídia internacional, desde os primeiros jogos, em reportagens que reconheciam a excelente preparação feita pelos brasileiros para o evento. Um pouco antes da bola começar a rolar, cronistas internacionais menos comprometidos com o viés partidário principiaram a desfazer os mitos disseminados sobre a organização do torneio. Esses mitos não surgiram na mídia internacional por acaso. Haviam sido criados nas entranhas da mídia brasileira comprometida com a manipulação deslavada com objetivos político-eleitorais. Os mais badalados ?calunialistas? tupiniquins (useiros e vezeiros em misturar calúnia com colunismo antissocial) passaram meses e meses espalhando inverdades e preconceitos. Mas, ao fim e ao cabo, perderam a parada. A segunda Copa do Mundo realizada no Brasil foi um tremendo sucesso, reconhecido por todos ? mesmo os calunialistas de plantão tiveram de adequar as suas prosas à realidade, destilando os seus venenos em temas periféricos. Malgrado a decepção causada pelo time brasileiro, tudo o demais foi de um sucesso além do imaginado pelos mais otimistas. E a onda contrária mantida alta por tanto tempo findou produzindo um efeito devastador sobre seus orquestradores: os êxitos apareceram ampliados pelo fato de as chances das coisas darem certo terem sido bombardeadas pela campanha anti-Brasil. Os aeroportos funcionaram melhor que antes, o trânsito urbano nas cidades-sede fluiu mais eficientemente que o cotidiano, a segurança pública teve suas metas cumpridas, os estádios ficaram um primor, as seleções estrangeiras interagiram 100% com os brasileiros etc. Do ponto de vista do futebol, a ?Copa das Copas? (assim batizada pela mídia visitante) se caracterizou pelo alto nível das partidas e pelo recorde de gols; consagração da técnica e da preparação consistente das seleções; performance de seleções tidas como ?azarões? e surgimento de novos craques; destaque excepcional dos goleiros; festa dos sul-americanos, com praticamente todas as seleções locais superando as expectativas (menos o Brasil); novidade ? pela primeira vez, uma seleção europeia ganha uma Copa disputada nas Américas... Como reconheceu o poderoso chefão da Fifa, Joseph Blatter, ?foi nota 9,25!?. O 0,75 fica como reserva técnica para o eventual descobrimento de algum erro até agora não percebido.