loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Quando uma pot�ncia tem que racionar energia

Ouvir
Compartilhar

Embora maquiada pela globalizada mídia amiga, começa a circular (com muita discrição) a notícia de que o Japão começou a racionar energia elétrica. Com a natural eficiência nipônica, as autoridades locais ainda estão evitando divulgar metas para a economia de eletricidade, mas os comunicados oficiais conclamam os japoneses a ?evitarem o desperdício de energia, na medida do possível?, no período compreendido entre julho e setembro, ?das 9 às 20 horas, nos dias úteis?. O chamamento governamental não é novidade nesta época do ano, há quatro anos, desde que o tsunami abalou os alicerces da usina nuclear de Fukushima. Como gato escaldado tem medo de água fria, o único povo que sofreu duas bombas atômicas nos costados, apavorou-se e recuou em seu competente programa nuclear. Mesmo que o terremoto, seguido de maremoto, ao danificar a usina não tenha produzido nenhuma consequência mortal, nem mesmo radiativa de nível preocupante, a memória de Hiroshima e Nagasaki falou mais alto e desencadeou o fechamento, em cascata, das outras unidades de produção energética de base nuclear. Pela primeira vez em praticamente 50 anos, nenhuma usina nuclear está funcionando no Japão. Os 54 reatores do país estão parados. E as dificuldades na produção de energia elétrica voltaram a ser monumentais. Assim que o tsunami apagou o reator de Fukushima, foram acendidas as opções termelétricas ? altamente poluentes. Desde então, confirmando o óbvio, o Japão informou que não teria como cumprir suas metas redutoras das emissões de CO2. Aquecimento global? Essa preocupação já era na terra do sol nascente. As brincadeiras com as opções ?limpas? como a eólica, a solar, a das ondas e outros formatos, apesar de românticas, não resolvem o problema de geração energética em massa. Daí a corrida às termelétricas, pois o Japão não foi brindado pela natureza com o potencial hidrelétrico. Queimando o que pode queimar, de madeira a petróleo, passando pelo gás natural e biomassa, a máquina termelétrica nipônica se candidata a ser a maior poluidora do mundo contemporâneo ? pelo menos até decidir o inevitável, mais cedo ou mais tarde, retornar ao programa nuclear de geração de energia.

Relacionadas