Opinião
AS P�NDEGAS DOS ESPREGUI�ADORES!
? ?Portanto, agora, ireis em cativeiro entre os primeiros que forem levados cativos, e cessarão as pândegas dos espreguiçadores? (Amós 6.7). Nós, brasileiros, vivemos, durante o mês de julho, muitos e alegres momentos de banquetes, proporcionados durante os jogos. Foi alvo de reportagem que houve no início dos primeiros jogos um lucro muito satisfatório para aqueles que proporcionaram além do telão, grandes e apetitosos banquetes. A maioria de nós realizou banquetes com muita alegria, bebida e comida, não importa a quantidade nem a localidade, o que queríamos era festejar. Não se importando com o que estava acontecendo ao nosso redor e com o nosso próximo. Assim, viviam muitos na época do profeta Amós, que são chamados de espreguiçadores. Os espreguiçadores eram o tipo de pessoa que só gostava de andar à vontade, sem receio, pessoas importantes na sociedade, mas que não se importavam com a mesma e os acontecimentos e necessidades ao seu arredor. Gostavam, sim, de viajar, não se importavam com a violência, festejavam com músicas, comidas e bebidas e espreguiçam arregaladamente na sua própria cama. Viviam na soberba e achavam que estavam seguros em suas próprias mansões. Até que foram surpreendidos por um ataque inimigo e todos foram levados como prisioneiros. Noutras palavras, ?cessaram as pândegas dos espreguiçadores?. Vejo também que, com o término da Copa, ?cessaram as pândegas? de muitos espreguiçadores. Aquela semana em que o Brasil foi jogar contra a Alemanha (08/07/2014), na arena de Belo Horizonte, cinco dias antes, houve a queda de um viaduto (03/07/2017), pessoas estavam chorando os seus mortos, não houve nem sequer um minuto de silêncio, enquanto um estádio e um país estavam festejando e aguardando a vitória para continuar a festejar. Contudo, não foi bem assim que aconteceu. Para nós, brasileiros, cessou no dia 08 de julho de 2014 as ?pandegas dos espreguiçadores? da Copa. Esse dia foi como se todos fôssemos levados prisioneiros da perda. O choro e a tristeza foram vistos até nos pequeninos que estavam a torcer pela vitória sem querer ou estar preparado para um derrota. Mas, precisamos não somente em nosso país, também no mundo todo, olhar ao nosso redor, que muitos estão sofrendo como prisioneiro dos sofrimentos das drogas, bebidas, maus-tratos e até fome, deixar de lado as ?pândegas dos espreguiçadores?, para amparar aqueles que necessitam nos momentos que clamam por ajuda e misericórdia.