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S�SIFO E A POL�CIA COMUNIT�RIA EM ALAGOAS

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O Boletim Mensal da Estatística Criminal produzido pelo Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado da Defesa Social com os dados dos Crimes Violentos Letais e Intencionais ? CVLI ? registra a cruenta taxa diária de CVLI de 6,73. Mantida essa taxa ao longo dos meses subsequentes deste ano, ao final de 2014 teremos o inencontrável nos registros de toda a história da criminalidade violenta de Alagoas, o número de: 2.456,45 CVLI. Observe que estamos tratando somente da categoria dos CVLI, que agrega os crimes de maior relevância social. A principal aposta do governo tucano para enfrentar o persistente quadro de violência epidêmica em Alagoas, anunciada em farta propaganda oficial, é o Policiamento Comunitário, que agoniza em seus estertores. É inexplicável a lentidão no processo de implantação do policiamento comunitário. No que pese ser esse um dos eixos prioritários do Programa Brasil Mais Seguro, tivemos, em mais de 2 anos da execução do Programa, apenas a instalação de mais uma Base Comunitária no Conjunto Santa Maria em Maceió. Nesse arremedo de policiamento comunitário existente em Alagoas não encontramos os quatro elementos caracterizadores do policiamento comunitário proposto pelos célebres especialistas Jerome Skolnick e David Bayley: a organização da prevenção do crime tendo como base a comunidade, a reorientação das atividades de patrulhamento para enfatizar os serviços não emergenciais, o aumento da responsabilização das comunidades e a descentralização do comando. O Policiamento Comunitário não é um programa operacional desenvolvido pela polícia ou simplesmente uma forma de gerir a organização policial. É imprescindível a ação integrada dos diferentes organismos intragovernamental e extragovernamental. A complexidade dos problemas de segurança exige intervenções que não dizem respeito exclusivamente à polícia. No caso do policiamento comunitário em Alagoas, o que observamos são os abnegados policiais militares, tal qual o mito grego Sísifo, condenados solitariamente sempre à mesma tarefa: empurrar uma pedra até o topo da montanha, sendo que, toda vez que estava quase atingido o seu cume, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto inicial, anulando completamente o brutal esforço despendido.

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