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PEREGRINA��O DE PREFEITOS

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Na edição de 20 de fevereiro deste ano, neste jornal, foi publicado um artigo de minha autoria, cujo título A romaria dos prefeitos tem semelhante significado em comparação com este comentário, senão vejamos: O ilustre presidente da AMA, prefeito Jorge Dantas. em longa e bem plantada entrevista, igualmente na Gazeta, do dia 01 deste mês, mostra-nos um título que reflete a realidade dos municípios do Brasil e, especialmente, Alagoas, afirmando: ?Brasília legisla sem olhar para os municípios?. Numa das indagações do inteligente repórter Felipe Farias, o dinâmico chefe do Executivo de Pão de Açúcar foi taxativo: ?a gente, até agora, não obteve resposta. O Governo diz que vai solucionar, vai se posicionar, mas não nos dá uma explicação convincente...?. Esclarece, ainda, o presidente da entidade de classe, que programas como: Erradicação do Trabalho Infantil, de Atenção ao Idoso e à Criança, que devem ser de ação continuada, estão sendo conduzidos com muito esforço pelos municípios. O governo federal ainda não restabeleceu os repasses e, desde abril deste ano, não ocorreu qualquer financiamento nesse sentido. Entretanto, assinala que, conforme mostra a revista Exame, houve renúncia de mais de 42 bilhões para setores da economia, afetando os municípios, porque são surrupiados do bolo que poderia ser transferido (F.P.M.). Como afirmei acima, naquele comentário, declarei que o País não sobrevive exclusivamente de seu Palácio Presidencial, seus ministérios, agências reguladoras (que quase nada regulam e são mais cabides de empregos) e demais órgãos em profusão, contabilizando-se 39 ministérios e muitos penduricalhos. Sua força está centrada no princípio da soberania nacional, representada, em verdade, pelos Estados e Municípios. Estes, induvidosamente, abrigam toda a riqueza: solo; subsolo; ferrovias; rodovias; portos; aeroportos; indústrias e as reservas minerais. Beneficiando apenas certos setores (imaginando-se que por trás disso algum interesse eleiçoeiro ? com ?Ç? ?, porque se cuida de eleição), sobreleva-se. A administração falha porque não sabe aplicar com sabedoria, eficácia, parcimônia e ponderação, a montanha de dinheiro arrecadado (1 trilhão e quinhentos bilhões, aproximadamente). Segundo diagnóstico da CNI, o Nordeste, região rica, contribuidora com 14 % do PIB , mas desprezado e humilhado, carece, pelo menos no momento, de investimentos em torno de 25 bilhões de reais exatamente para atender às necessidades prementes das áreas antes citadas. O PAC, proclamado como salvador da Pátria, anda a passo de tartaruga. Temos esperança de que a significativa bancada nordestina, incluídas na chamada base aliada, possa pressionar elegantemente e pelos meios legítimos a gerentona presidente, máxime agora às vésperas de um novo pleito.

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