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Opinião

VENCER O �DIO

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Esse é um assunto de difícil esgotamento ? certamente, valeria dissertação de mestrado, quiçá tese de doutorado ?, mas o singelo objetivo, aqui, é de trazer à lume a estupefação pelo ódio à presidenta à vista da absoluta falta de condições objetivas, concretas, para que assim se materializasse, bem como iluminar as alternativas, já existentes, de reduzir-se a manipulação e reformar-se a política, avançando enquanto sociedade pensante. O fenômeno (ódio) é de tal modo irracional que nos meus devaneios fantásticos já considerei que nem na hipótese de este país, nesse curto espaço de doze anos, houvesse sido por Lula e Dilma transformado na maior potência econômica mundial, com irrisória desigualdade social ? a existente seria decorrente apenas da vontade pessoal do cidadão que resolveu acomodar-se ?, onde todos teriam alcançado os mais altos patamares em educação, nem assim, nem assim (!), Lula deixaria de ser o ?milionário da Forbes?; seu filho, o ?dono da Friboi?; ou Dilma, ?a terrível? presidente que quer transformar o País numa ditadura, quiçá a ?comunista? que (des)aprendeu nos iguais caminhos do preconceito e da ignorância (até acadêmica). Não adiantaria. O preconceito e a ignorância, forjados numa história escravocrata de exploração social e econômica, até hoje enraizados em parcela da população brasileira, aliado à escancarada ? desaforada, mesmo(!) ? manipulação de um jornalismo-lixo praticado pelos grandes grupos midiáticos que distorce, mente, inventa fatos, além de disseminar esses mesmos preconceito e ignorância, amplificando-os e a nosso famigerado ?complexo de vira-latas?, tudo isso parece tornar em vão a nutrição de qualquer expectativa de avanço dos telespectadores e leitores que lhe são vítimas e, ao mesmo tempo, alimento. Daí a necessidade de promover-se, com urgência, não apenas a reforma política ? com a instauração, no seu bojo, do financiamento público de campanha (evitando-se os ramos de corrupção permitidos e facilitados pelo que lhe é antagônico, o privado, cuja conta é cobrada depois, do País(!), eleito o candidato cuja campanha recebera os milionários ?investimentos?) ?, como a regulação da mídia (o que não se confunde com censura, embora digam o contrário, claro, os grandes grupos midiáticos, preocupados com a redução dos lucros inaceitáveis que auferem). Uma estimula diretamente a corrupção; a outra, diretamente o emburrecimento. Segue avançando, Brasil!

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