Opinião
AN�O DIPLOM�TICO OU DIPLOM�TICO TRAPALH�O?
Estou assistindo ao JN, quando o porta-voz do Ministério do Exterior de Israel, Yigal Palmor, chamou o nosso país de ?anão diplomático?. O Brasil, na quinta-feira 24/6, retirou seu embaixador daquele país, em protesto à operação das Forças de Defesa de Israel frente à Faixa de Gaza. Em declaração emitida pelo nosso Ministério das Relações Exteriores, ?o Brasil considerou a escalada de violência entre Israel e Palestina como inaceitável?. Palmor, com ar indignado e desprezível, afirmou: ?esta é uma demonstração lamentável, porque o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático?. Continuou: ?o relativismo moral por trás deste movimento faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, aquele que cria problemas em vez de contribuir para soluções?. Muito graves essas afirmações! Palmor, sabendo que o Brasil tem paixão pelo futebol, lembrou o humilhante placar de 7x1 enfatizando: ?No futebol, quando o jogo termina em empate, você acha proporcional; e quando é de 7x1, é desproporcional! (...) Não é assim na vida real nem na lei internacional?. À TV Globo, ele declarou: ?seria desproporcional deixar centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel?. É aterrorizante imaginar mais de mil palestinos e dezenas de israelenses mortos em 20 dias! Na guerra, não há vencedor! A tragédia e o caos social se sobrepõem a qualquer contexto político! Yigal foi grosseiro e irreverente. Teria ele razão para considerar o Brasil um anão diplomático? Talvez, sim! O colunista Rodrigo Constantino (O Globo, Veja) afirmou: ?O Ministério Israelense está certo. O Itamaraty virou um braço ideológico do partido do governo, sempre do lado errado nas disputas internacionais?. E citou infindáveis exemplos. Entre eles, a declaração da presidente Dilma sobre o avião comercial da Malásia abatido com 298 passageiros na fronteira da Ucrânia. Ela defendeu a tese de que o alvo poderia ser o próprio Putin, enquanto a comunidade internacional levanta suspeita de que o líder russo poderia estar por trás do ataque. Comenta Arnaldo Jabor: ?Talvez não sejamos um anão diplomático, mas, certamente, somos um gigante trapalhão?. Diz a sabedoria popular: Junte-se aos bons e será um deles! A afinidade do governo brasileiro com Cuba, Venezuela e outros países reprimidos deixa o Brasil em posição constrangedora diante do mundo. Anão Diplomático ou Diplomático trapalhão?