Opinião
A PAZ EM GAZA
Todos nós temos visto os noticiários e, perplexos, assistimos ao confronto entre Israel e Palestina na Faixa de Gaza. Guerra, morte e violência se unem para nos mostrar uma história de falta de solidariedade e diálogo. O tempo passa e os números negativos aumentam. Até onde isso irá? Como ajudar a quem fechado em si está? É triste observar tantas vítimas sucumbirem neste conflito. Tornaram-se vítimas da intolerância política que por detrás nos mostram também a incomplacência religiosa. E isto, para nós, é motivo de reflexão! A religião em sua significância não serve para ?religar? Deus e o homem? Como, então, seus membros realizam atos tão contrários à ação divina? A briga entre Israel e Palestina nos fala também sobre as dificuldades de diálogo entre judeus e muçulmanos. Suas religiões juntas à cristã se declaram monoteístas por acreditaram em um único e, dizemos também, mesmo Deus! Então, este fato choca a muitos que acompanham a mídia nestes dias. É triste constatar que a experiência com Deus não eliminou o que há de tenebroso na vida humana. Olhamos e perguntamos não onde está Deus, mas, o que estão fazendo com Ele neste conflito? Até os mais simples são conhecedores da opinião divina em situações como esta. Qual a imagem do Pai dos Céus refletida para o mundo? Para aqueles, era melhor terem sido com Nietzsche e matado Deus, pois ao menos não entrariam na incoerência de proclamar sua existência e ter atos que mostram uma vivência como se Ele não existisse. Recentemente, rememoramos o centenário da I Guerra Mundial e olhamos a história como se o ciclo de erros se repetisse. O passado deveria ser, para nós, objeto de ajuda para construirmos um presente e um futuro mais acertados. Repetir atos de intolerância radical nos mostra o quanto o ser humano é suscetível ao mal. Mais uma vez. Papa Francisco tem se pronunciado diante destes conflitos. Uma expressão dita por ele é digna de nota: ?é preciso mais coragem para fazer a paz do que para fazer a guerra?. Primeiro havia convocado os dois presidentes para uma oração em conjunto, e diante dos últimos acontecimentos, telefonou-os clamando por uma mudança de situação. Creio que ambos precisam ter coragem para pôr fim ao que está acontecendo. E eu sei que Cristo dá essa coragem. Falta-o!