loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A velha batalha urbanapelos passeios p�blicos

Ouvir
Compartilhar

Mais uma vez, a Prefeitura de Maceió luta para organizar a presença dos camelôs no centro da cidade. Luta inglória, antiquíssima. E recorrente no mesmo encadeamento de ações, pela ordem: fazendo-se de ambulantes, os vendedores vão se chegando aos passeios públicos mais movimentados; em seguida, aumentam em número, ocupando a maior parte do espaço disponível para o trânsito de pedestres; fixam-se no local com suas barracas; as barracas são tornadas mais sólidas, favelizando a área; o poder público intervêm; os camelôs resistem, protestam; negociações são realizadas; depois de muito sacrifício, uma nova área é definida para a transferência dos feirantes; os feirantes transferem-se para o novo perímetro; depois de um curto espaço de tempo em seu novo endereço, fazendo-se de ambulantes, os vendedores vão se chegando aos passeios públicos mais movimentados... e a história se repete. Durante a gestão passada, o município investiu um bom dinheiro para adquirir dois grandes imóveis na área central de Maceió e os remodelar completamente. A histórica sede da Portuguesa e o galpão no qual funcionou a loja da Fábrica da Pedra foram transformados num grande centro de comércio popular com o fito de viabilizar a desocupação da vasta área em torno da Praça dos Palmares. Investimento em vão, considerando o objetivo do projeto. O acordo firmado entre a prefeitura e os feirantes nem chegou a esquentar o lugar e os camelôs voltaram a ocupar a área supostamente liberada. Se prestarmos atenção à nossa própria história urbana recente, veremos, claramente, a repetição do mesmo processo: ao se ceder uma nova área para os feirantes liberarem um espaço específico, o poder público está somando mais um território para a ?camelotagem?. Ao invés de um, passarão a ser dois os perímetros ocupados. Um dos primeiros equívocos nessa questão é supor esse tipo de negociante com ?ambulante?, pois não o são e, ao contrário, a sua atividade está ligada ao estabelecimento de um ponto fixo, rigorosamente imóvel. E, se possível, mais de um. É assim que a coisa funciona.

Relacionadas