Opinião
Uma not�vel resist�ncia e a op��o pelos factoides
Não está para brigadeiro o céu sobre o aeroporto de Tio Tolentino, pois o aerotucano que deveria ter decolado há um ano ainda taxia na pista, fazendo piar os motores, gastando combustível adoidado, mas não levanta voo ? apesar dos ventos artificiais soprados pelos ventiladores da ?grande mídia?. Por sua vez, a estrela petista paira na mesma faixa dos últimos meses, mantendo o favoritismo, porém, sem crescer em patamar digno de nota. Mas, considerando a saraivada implacável a qual é submetida pela poderosa indústria midiática centrada no eixo Rio/São Paulo, essa estabilidade da Presidenta é algo notável, impressionante, pois o bombardeio é implacável e teria reduzido qualquer um (uma) a cinzas, mas a mulher segue firme, estabilizada na primeira posição. Ainda fora da disputa, a dupla improvável Eduardo/Marina não disse ainda a que veio e chamam mais a atenção as dissenções entre a dupla (expressas nas disputas estaduais, principalmente) que qualquer outra coisa na composição entre avermelhados e verdes. As principais forças políticas e sociais brasileiras vão consolidando a tendência de polarização entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Ela atraindo os segmentos sociais e econômicos menos elitistas e ele unificando o conservadorismo mais raivoso. Nesse andar da carruagem, apesar do pouco resultado amealhado até agora, é previsível que a campanha de baixarias e factoides movida contra Dilma Rousseff venha a radicalizar. Todas as apostas da chamada ?elite conservadora?, que exige ser definida como ?modernizante?, resumem-se dramaticamente à campanha midiática, abertamente manipuladora dos fatos (quando não simplesmente os inventando) e que está em cartaz há pelo menos dois anos, desde quando os resultados na eleição municipal de São Paulo fizeram acender o sinal de emergência para tucanos e seus aproximados. FHC, antes mesmo do segundo turno de 2012, já catapultava o neto de Tancredo para a missão de candidatar-se à presidência. Antecipação que visava também a um alvo interno: esvaziar as perenes pretensões presidenciais de José Serra. Dois anos depois, após tanta campanha, o cenário não se alterou significativamente. Dilma continua favorita. E esse renitente favoritismo, reafirmado a cada pesquisa, fará com que sejam redobradas as ondas de factoides, de ódio e de preconceito.