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Tudo como antes?

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Sabatinado no Senado Federal pela Comissão de Assuntos Econômicos, o futuro presidente do BC (Banco Central) ? Henrique Meirelles ? assegurou que irá manter ?a política de metas (de inflação) do doutor Armínio?. E foi mais além, ao enfatizar que ?não haverá surpresas, medidas de pretensa criatividade para combater a inflação?. Ao tranqüilizar ainda mais aqueles que temiam por mudanças na política monetária adotada pelo BC, Meirelles se sentiu à vontade para defender a conveniência de um aumento de um superávit primário, cuja meta em 2003, é de 3,75% do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo informações divulgadas na semana passada, durante sua visita aos Estados Unidos, o futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci, teria antecipado aos banqueiros internacionais (com quem teve uma longa reunião) que haveria um aumento na meta do superávit primário. Meirelles afirmou que a autonomia do Banco Central seria um compromisso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do futuro ministro da Fazenda Antonio Palocci. Ainda segundo o sabatinado Meirelles, será enviado, em breve, ao Congresso Nacional, um projeto que institui o mandato fixo para diretores da instituição. Henrique Meirelles disse também que ?o BC tem de ter uma política independente com uma única meta: a inflação?. Todas essas afirmações geram uma pergunta instigante: Como compatibilizar o compromisso do presidente eleito com o crescimento da economia e a elevação da taxa de juros para combater a inflação? Para tentar responder isso, o futuro presidente do BC foi evasivo ao afirmar, como já o fizera antes, que a finalidade de qualquer política econômica é o crescimento. Entretanto, não deixou de mandar um recado nada sutil para os que defendem uma alteração nas prioridades da política do BC: a estabilidade da moeda continuará sendo a meta prioritária. Ou num economês mais claro ? a necessidade de juros para combater a inflação é incompatível com o crescimento econômico. Sofrimento conhecido por todos os brasileiros.

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