Opinião
DESGOSTOS DE AGOSTO
?Agosto, mês dos desgostos?, é a expressão popular conhecida. Mês do calendário civil caracterizado por acontecimentos marcantes. Agosto deste ano não fugiu à regra. Episódios trouxeram preocupações. Caminhoneiros entupiram estradas e provocaram desabastecimentos. Produtores rurais ocuparam a Esplanada dos Ministérios. O desemprego atingiu elevado índice dos últimos anos. A profecia do médico e astrônomo francês Nostradamus abalou o planeta. Coincidentemente, após essa quarta-feira de ressaca, sobreveio uma sexta-feira, 13 de agosto. Já era tempo de parar. O vírus Ebola abala a África e preocupa o mundo. As interpretações de visões do sábio astrônomo devem ter errado em relação ao dia, mês e ano. Profecias são previsões, prognósticos e antecipações de acontecimentos futuros. Nostradamus fez muitas previsões. Não era um profeta, mas não lhe são negadas qualidades de sábio e profundo conhecedor dos mistérios de astros e estrelas. Sexta-feira, 13 de agosto, é considerada por muitos fonte de fluidos e influências negativas. Alimenta ansiedades, superstições, crendices e manifestações místicas. Recorda infelicidades e traumas que, ao longo dos agostos, podem ter atingido alguns de nós. Agosto lembra a morte do Presidente Vargas. Após tantos anos são escassas as referências a sua morte. Nessa época, eu era acadêmico de Medicina e na mesma pensão morava outro estudante, José Bandeira, que viria a ser deputado, prefeito e secretário de Estado. Analisávamos, em clima emocional, a trágica morte do Presidente e sua carta ? testamento, repetida em todas as rádios. Agosto lembra Betinho, que tentou aglutinar a luta antipobreza; e Hitchcock, o mago cinematográfico do suspense. Lembra desaparecimentos de pessoas que nos são muito queridas, dores inesgotáveis no corpo e na alma. Minha mãe repetia que era necessário que em nenhum lar houvesse alguém que ao lembrar nosso nome tivesse uma lágrima ou um gesto de revolta. Recentemente, o trágico falecimento do líder político Eduardo Campos, com quem mantínhamos, José Márcio e eu, cordial amizade, enlutou o País. Procurei uma foto, não tão antiga, em que aparecem Medeiros, o governador, Eduardo Campos e José Márcio. Lembro que na ocasião foi ressaltada a importância estratégica da Fapeal para o fortalecimento de uma base científica no estado. Costumo dizer que as pessoas não se contam pelo número e sim pela qualidade.