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Doen�as pol�ticas e rem�dios p�blicos

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Em consubstanciado caderno especial com 16 páginas, publicado em nossa edição de domingo, a GAZETA detalhou o caos no qual foi mergulhada a saúde pública em Alagoas. Trabalho de fôlego, desenvolvido em equipe pelos jornalistas Maurício Gonçalves, Patrícia Bastos, Erick Balbino, Tâmara Albuquerque, Thiago Gomes e Severino Carvalho, o esforço de reportagem aprofunda, com riqueza de dados, o que todo vivente em Alagoas sente na pele: o sistema público de saúde desmoronou, ou melhor, foi desmoronado ? sobre os alagoanos e alagoanas que dele precisam. Se bem que os dramas públicos da saúde, educação e segurança sejam, indiscutivelmente, nacionais, nalguns lugares a incompetência local fez multiplicar, em muito, as mazelas gerais. Nosso estado é um desses pedaços de Brasil no qual a incúria política tornou muito pior o que era ruim. Especialmente em momento eleitoral não se pode dissociar a denúncia e a análise dos problemas causados por políticas inadequadas dos políticos que pleiteiam cargos junto ao povo. Está em jogo a continuidade e, por que não dizer, o aprofundamento dessas mazelas. Como não considerar como grave a hipótese de eleição de políticos que tiveram sob sua responsabilidade a gestão que levaram o caos a áreas essenciais como a Saúde (e a Educação), por exemplo? Caso esses gestores, ou padrinhos políticos, dos desmandos praticados em áreas públicas vitais como Saúde, Educação e Segurança, possam vir a ser brindados com a aprovação nas urnas, será como se não só estivessem absolvidos de seus grandes pecados, mas ? pior ainda ? seria como lhes fossem dadas autorizações para conduzir o povo alagoano para mais fundo ainda da fossa da iniquidade e do descaso para com os interesses sociais. Teríamos, nessa triste hipótese, o aplauso à doença pública em sua concepção mais genérica. Os (ir)responsáveis pela falência das políticas públicas para a saúde, educação e segurança em Alagoas deveriam ter vergonha de exporem suas figuras nas ruas, mas ao invés disso, lançam-se, sem pejo, aos eleitores em busca do voto aprovador de suas afecções, seus deslizes, suas horrendas falhas. Resta lembrar aos eleitores que o remédio está nas urnas, simplesmente à espera do voto consciente.

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