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Opinião

DI�GENES ESTAVA CERTO

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Nos registros históricos da humanidade, imergir com toda inteligência dentro dos pressupostos que norteiam os destinos imprevisíveis da criatura humana é salutar e de grande proveito, considerando o posicionamento das ondas infinitas do Cosmo. Só o Todo Poderoso sabe o regresso às origens da obra prima por Ele arquitetada, o homem, imagem e semelhança do Criador. Somos nada mais que peregrinos, onde a qualquer instante seremos convocados para uma viagem, em caráter irrevogável e irretratável. A nossa trajetória é uma incógnita jamais decifrada, ainda que nos aprofundemos nos princípios teológicos, filosóficos e até metafísicos. Lembra-nos Diógenes nos seus profundos conhecimentos filosóficos, permitindo descobrirmos o sentido verdadeiro da vida neste planeta. Relatam os historiadores que, em pleno dia, o ateniense conduzindo uma lanterna acesa procurava pelas ruas da Grécia alguém de conduta exemplar capaz de ser paradigma para a sociedade, tendo em vista naqueles tempos a improbidade já existir na administração pública e em todos os setores. Se o filósofo vivo fosse, como defensor que era da dignidade do cidadão, não procuraria mais túnel para servir de abrigo e sim, local incerto e não sabido, ocultando-se da visão e garras dos maus gestores e políticos, que prejudicam e maculam a honra do homem, através das demagogias que sufocam nossas mentes e prejudicam nossos olhos. Outrossim, traz-nos à baila outro cidadão que combateu as ações delituosas dos péssimos administradores e políticos da época do Império Romano. Trata-se de Marco Túlio Cícero, possuidor dos títulos de filósofo, orador, escritor, advogado e político. Proferiu discursos calorosos e inflamáveis conhecidos por Catarinárias, que consistiam de acusações aos desmandos praticados. Verificamos que os literatos se valiam do humanismo, não só para filosofar, mas, sobretudo, para emitirem conceitos em torno de assuntos variados. Eram estudiosos que apresentavam teses defendendo seus pontos de vista. Viviam diuturnamente, compenetrados aos livros e legados culturais das celebridades, descobrindo certezas no compacto incerto e desconhecido das ciências positivas e filosóficas. Ao término, concluímos que Diógenes e Cícero, muito antes de Cristo, já se preocupavam com uma sociedade ideal, dentro das normas que conduzissem à justiça social. Esses personagens com prudência e sabedoria ajudaram na evolução do mundo, apregoando para todos moralidade e abnegação, principalmente para com o patrimônio do erário e particular.

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