Opinião
Risco de curto-circuito numa �rea estrat�gica
Segundo alertado através do blog Edivaldo Júnior, na Gazetaweb, especialistas avaliam que as contas de energia elétrica para os consumidores alagoanos podem sofrer um aumento significativo em meados de 2015, na hipótese de não ser renovado um contrato especial que garante o fornecimento da Chesf diretamente para os grandes consumidores do Nordeste. Caso esse acordo venha a se findar mesmo, as distribuidoras de energia nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco podem ter que repassar custos para o consumidor comum, cujas contas poderiam sofrer choques de até 38%. Há algumas semanas, a Federação das Indústrias de Alagoas já manifestava sua preocupação para com a perspectiva de modificação contratual no fornecimento de eletricidade pela Chesf para as indústrias alagoanas. O aviso vem em boa hora, pois tem a ver com a questão da política energética nacional e nada melhor que o processo eleitoral para turbinar esse debate. Afinal, a questão da geração de energia é um dos maiores gargalos brasileiros, um obstáculo que afeta enormemente as perspectivas de crescimento do Brasil. Inegavelmente, a gestão Dilma Rousseff enfrentou problemas nessa seara e, apesar de ter tido êxito em evitar o caos que caracterizou a gestão tucana de FHC, não conseguiu avançar, em parte devido à recuos por conta das pressões dos grupos ?verdes?, que têm tido sucesso em frear e apequenar obras estratégicas como a hidrelétrica de Belo Monte (na Amazônia). Sem ampliar significativamente a capacidade de geração de energia, o menor dos problemas dos brasileiros será o aumento da conta ?de luz?. Sem multiplicar a quantidade de eletricidade produzida, o Brasil parará e, independente de crises internacionais, estaremos impedidos de crescer, de gerar novos empregos e sequer manter as coisas no atual nível, pois a população não para de crescer e o consumo doméstico também tende a entrar em colapso. Multiplicar a capacidade geradora é questão de primeira necessidade, urgência urgentíssima. E num cenário eleitoral no qual crescem as intenções de voto para as candidaturas presidenciais defensoras do apequenamento energético em função do ?modismo verde?, cresce o perigo de um curto-circuito nas estruturas já debilitadas da matriz energética nacional. Oxalá o voto do brasileiro considere esse risco evidente.