Opinião
LEI DA VERDADE
Dispomos neste País de leis para todos os gostos e desgostos: Lei da Improbidade Administrativa; Lei da Ficha Limpa; Lei Seca; leis que protegem Florestas, rios, lagos, faunas, etc. etc. etc. Códigos Civil, Comercial e Penal; Processo Penal; Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); leis extravagantes e tantas outras, formando um emaranhado incrível, sobretudo quando se constata, no dia a dia, um frontal descumprimento. Falta, pois, a Lei da Verdade. A autoridade que não cumprisse o seu dever e suas promessas seria sumariamente afastada e destituída do cargo, repondo ao erário o prejuízo suportado. Esta Gazeta de Alagoas, em sua edição do dia 25, na editoria de Economia, traz um título preocupante: ?Dívida pública federal subiu R$ 80 bilhões em julho?. No corpo da matéria, tem-se leitura que redobra a preocupação de quem vive no Brasil, paga pesados impostos e sente falta de tudo, mesmo quando se arca com despesas, a exemplo dos Planos de Saúde, que não atendem satisfatoriamente os usuários. (O SUS, Deus nos acuda!) Somente de juros pagou-se 15,7 bilhões! Observa-se a desfaçatez de certas autoridades, quando abordadas acerca dos problemas, faltando com a verdade, na tentativa de ludibriar, inclusive, os cultos, porque a estes, quase sempre, são negadas estatísticas objetivas e realistas. Ainda que se tenha a memória curta, torna-se preciso registrar os pronunciamentos de governantes, afirmando que a dívida pública estava sob controle, que o Tesouro conduzia a nossa economia com mão firme, sem sobressaltos. Pintava-se um quadro animador, porém destituído da verdade absoluta. O ministro Mântega sempre pretende justificar o injustificável. O resultado do desastre salta à vista: indústrias em recessão, com vendas de veículos em baixa, etc. Uma economia agonizante. Com um trilhão e setecentos bilhões de reais arrecadados por ano, como se anunciou, não tendo aplicação convincente e bem planejada, sem demagogia e sem protecionismo. Significa, pois, que teremos dificuldade de quitar as dívidas interna e internacional. Agora, aporta-se um empréstimo elevado às distribuidoras de energia e a conta, como sempre, sai do nosso bolso. Enquanto isso, bancamos uma Copa que, ao meu sentir, foi desnecessária nesta atual conjuntura. Segundo dados da FIFA, que não pagou nada de impostos, foram gastos R$ 23 bilhões em números redondos, porém, desse total, o Brasil arcou com 87% ( oitenta e sete por cento). Para nós, que sofremos uma humilhante derrota, mesmo que tivéssemos sido vitoriosos.