Opinião
HOMENAGEM DA FAPEAL
Gostaria de ter pronunciado algumas palavras por ocasião da homenagem recebida da FAPEAL no II Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia ? CAIITE, realizado no Centro de Convenções. Meus agradecimentos à professora Janesmar Cavalcanti, presidente, ao Conselho Superior, na pessoa do professor José Márcio Malta Lessa e aos seus funcionários. Um pouco de sua história. Na década de 1980, muito se falava em inovação, renovação e mudanças. A ciência e a tecnologia começavam a ser um desafio de como transformar a pesquisa e a geração de conhecimento em benefício real para a vida da população. Havia consenso sobre a relação entre a produção científica e a formação de recursos humanos. Repetia-se que 80% dos conhecimentos acumulados pela humanidade, ao longo do tempo, haviam surgido nos últimos 30 anos. Em 1982, após um período de quatro anos como Secretário de Educação, fui eleito Deputado Estadual e, no segundo mandato, fui escolhido presidente da Comissão Constituinte, que elaborou a Constituição Estadual. No início desse trabalho, fui procurado por um grupo de professores da Ufal. Tentavam apresentar uma Emenda Popular que inserisse, na Carta Magna Estadual, um capítulo sobre Ciência e Tecnologia. Tornei-me defensor da proposta, pelo reconhecimento de sua atualidade. Convencer os deputados da necessidade da inovação foi uma batalha de muitos lances. Quando alguém comparava o capítulo de Ciência e Tecnologia que estava em estudos, a ?uma viagem à lua?, eu respondia: o futuro será o que fizermos dele, não podemos ser pequenos, com horizontes pequenos. Foram muitas as manifestações de alegria naquele 5 de outubro de 1989, por ocasião da promulgação da Constituição Estadual. Ali nascia a semente da futura Fapeal. Meses depois, apresentei, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei Complementar que definia a criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas. Um minucioso trabalho que se tornou o Estatuto da Fapeal, coordenado pelo professor José Wilbert de Lima e supervisionado pelo jurista Carlos Mero. Um desejo, que no início poderia parecer apenas um sonho, tornou-se uma realidade palpável.