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Novidades num velho jogo

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Num novo cenário, as eleições presidenciais ganham nova vida. E, apesar de ter sido impactada pelas pesquisas indicando a possibilidade de derrota no segundo turno, a candidata Dilma Rousseff pode receber reforço extra. A primeira questão a ser considerada ? sempre como hipótese, como todas as demais aqui esposadas ? é que a ascensão de Marina embaralha, por um lapso de tempo, as máquinas de difamação montadas para prejudicar Dilma em relação a Aécio. Essa dicotomia pessoal não mais tem sentido de ser e esses equipamentos bélicos precisam ser reformatados para levar areia para o caminhãozinho da ambientalista verde que um dia foi petista roxa. Por outro lado, confundido um pouco essa máquina midiática, a tragédia que vitimou Eduardo Campos e seus seis acompanhantes está eivada de componentes nebulosos impossíveis de serem varridos para debaixo do tapete tão rapidamente que não respinguem na sua ex-vice, agora candidata a presidente. Emergidos das cinzas de Santos, os fatos indicam que a aeronave caída voava carregada de irregularidades. E a ex-vice não tem como fugir das responsabilidades éticas e legais decorrentes da utilização irregular de um (caríssimo) equipamento de campanha. O jatinho, indubitavelmente, mesmo destruído, segue repleto de supostas ilegalidades. As evidências de ilegalidades e reprováveis condutas éticas apontadas para a campanha de Eduardo/Marina se não são suficientes para derribar a candidatura da ecologista, somadas ? não por coincidência ? às ilegalidades e reprováveis condutas éticas apontadas para a gestão de Aécio quando governador de Minas Gerais, quebram o mito de que os ?malfeitos? da política seriam típicos do PT e seus aliados. Ao fim e ao cabo está sendo demonstrado que as candidaturas que mais apontam seus dedos acusadores contra os supostos desvios éticos do PT são piores, nesses aspectos, que os acusados. O mito criado contra Dilma e petistas, tido como sólido, se desmancha no ar. Talvez isso não seja suficiente para frear a ascensão de uma Marina apoiada pelo sistema banqueiro (que participa diretamente do comando de sua campanha), pelo crescentemente enriquecido ?movimento verde?, e pela poderosa mídia elitista brasileira. Mas, pelo menos, a grande mentira da mácula exclusiva do PT no campo ético começa a cair por terra.

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