Opinião
Macei�, afinal, em sete d�gitos
Destaque na Gazetaweb, através do blog do jornalista Edivaldo Júnior, notícia colhida no IBGE dá conta que Maceió teria ultrapassado a marca do primeiro milhão de habitantes. As estimativas fazem parte dos estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e foram divulgadas na quinta-feira, 28. Segundo as projeções baseadas no último censo e nas taxas de crescimento, Maceió teria ultrapassado a marca do milionésimo habitante por volta do dia 1º de julho deste ano, e contaria com 1.005.319 viventes. Um crescimento de 0,86%. A população alagoana também teria aumentado, só que numa escalada menor, na faixa de 0,63%. Confirma-se também o que todos já sabem e sentem na pele: a enorme concentração habitacional na capital. Um em cada três alagoanos, aproximadamente, reside em Maceió. A grande questão é que Maceió aparenta ter muito mais habitantes que o atestado pelos estudos oficiais. Contribui para essa suspeita de subdimensionamento da população local a extensão impressionante das áreas faveladas nas ?grotas?, aparentemente pouco mapeadas, e as confusas definições dos limites povoados da capital, especialmente em relação aos municípios de Satuba e Rio Largo, sem falar nas áreas (cada dia mais) densamente habitadas na região dos canais e lagoas, que servem de bairros-dormitórios anexados ao território maceioense. Como virou moda as tais ?teorias da conspiração?, nunca é demais lembrar que o ?achatamento? populacional nas estatísticas sempre é sussurrado quando é lembrado que esse número estimado serve de base para o planejamento de políticas públicas e para quantificar os valores do fatiamento dos tributos federais que, a exemplo do FPE e FPM, lançam mão do número de habitantes como critério para a divisão do bolo. Além disso, um número menor de viventes ajuda na diferenciação dos percentuais que expõem as mazelas dos tais ?índices socais?, como populações menores produzindo, por simples aritmética, números mais escandalosos. Enfim, oficialmente, Maceió ultrapassou a barreira do milhão de viventes, adentrando ao patamar dos sete dígitos. Mas não há o que comemorar, pois essa concentração excessiva (1/3 dos habitantes de Alagoas) amplia a deterioração galopante da capacidade de atendimento e eficiência dos equipamentos e das políticas públicas.