loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

OS IMPEC�VEIS

Ouvir
Compartilhar

Os gnósticos do início do cristianismo sentiam-se tão intimamente ligados a Deus, tão convictos de sua suposta verdade, que se viam livres da chance de pecar, o que os liberava de toda restrição e os autorizava a tudo fazer como que sob ordens divinas. Por conseguinte, ?sua ética variava a bel-prazer: ora eram ultrapuritanos, ora orgiásticos?, como descreveu Paul Johnson em sua História do Cristianismo. Essa impecância gnóstica tem continuidade na ideologia marxista-cultural que, tendo por dogma o ideal de uma sociedade justa futura (que nunca construiu), vê-se autorizada a tudo fazer em nome dessa sociedade igualitária, julgando-se irrepreensível mesmo quando recorre ao mal. Uma dessas impecâncias marxistas é manipular divergências através de interdiscursos de antagonismos: proletariado x burguesia, pobre x rico, gay-feminista x hétero-machista, negro x branco, superlativando os impasses a um grau de guerra eterna. Foi o que fez Lula ao cunhar o pejorativo ?elite branca machista? aos vaiadores de Dilma Rousseff. Foi o que fez o sr. Jean Wyllys ao acusar ?a direita conservadora? pela derrubada do avião na Ucrânia. É o que está fazendo a Receita Federal ao fiscalizar, repetidas vezes, a igreja de Silas Malafaia, excitando o senso de que ?pastor é tudo ladrão?. Do mesmo modo que o gnosticismo, o marxismo cultural fustiga segmentos, jogando classes contra classes, ao passo que vai promovendo o ódio direcionado, dissolvendo os focos de oposição para dominar, nem que para isso tenha de patrocinar o vandalismo, como no caso das semiterroristas Sininho e Eloísa Samy. Ao ler um aluno de História adotar aqui essa mesma postura contra quem gosta e não gosta de Valesca Poposuda, penso que ele, levado à doutrinação marxista pelos cursos de Humanas, pode estar reproduzindo o discurso de antagonismo inconscientemente, julgando fazer algum bem ao ?direito de pensar?, ou pode estar fazendo de modo cônscio. De qualquer modo, o brasileiro gosta sim da arte das ?classes subalternas?. Basta ver os hits de forró, pagode, sertanejo, ou de Pablo, Naldo, Buchecha. Em geral, o brasileiro reprova o funk do tipo ?Hoje Não Vou Dar, Eu Vou Distribuir?, ?Mama?, ?Agora Virei Puta?. Desprezar isso via contenda é algo irresponsável. Mas, como gnósticos que são, os profetas da sociedade igualitária pouco se lixam para as sequelas de seus pecados, pois, conforme creem, são incapazes de pecar.

Relacionadas