Opinião
Uma velha t�tica de manipula��o
Nova pesquisa sobre intenção de voto comprova os motivos de tentar impor a pauta das supostas denúncias do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo o Instituto MDA, Dilma e Marina se sustentam no protagonismo da cena, com a primeira se distanciando um pouco da segunda; enquanto Aécio segue em queda livre. Explica-se o esforço manipulador realizado sobre a opinião pública nos últimos dias... O recurso é simples, desmoralizado, mas bem articulado. Veja como é: aquela conhecida hebdomadária ?antecipa? elementos de um processo ainda em andamento; em seguida, os principais veículos sediados no eixo Rio/São Paulo, usam o ?furo? da ?colega? e repercutem a ilação como sendo verdade inexorável, comprovada. E fazem a festa. Se depois da pândega a coisa não tiver sido conforme a notícia original, pouco importa, o estrago já está feito. Uma das manifestações mais ostensivas desse procedimento se deu há dois anos, em setembro de 2012, a três semanas das eleições (municipais), quando ? veja que coisa ? uma revista deu capa encimada pela palavra ?exclusivo? em maiúsculas brancas sobre faixa preta, por sua vez sobre foto em preto e vermelho do rosto de Marcos Valério; a manchete dizia: ?Os segredos de Valério?, seguida por uma frase atribuída ao ?entrevistado?, na qual ele ?acusava? diretamente o ex-presidente Lula. Apesar da brutal pressão da mídia e das vantagens advindas da ?delação política premiada?, o acusado jamais confirmou uma palavra sequer da ?entrevista?. Tratava-se mero expediente eleitoreiro... Sintomaticamente, também em com um close em preto & vermelho, também a três semanas da eleição, uma nova capa expõe supostos extratos de declarações do ex-dirigente da Petrobras (nomeado pioneiramente no governo Fernando Henrique Cardoso) envolvido em várias acusações. Novamente, frisson. Muitos alegam que ali ?mudaram os rumos da eleição? ? numa confissão da única intenção da armação editorial. Estatelada no chão, a candidatura presidencial tucana tenta bater asas novamente, mas... Os próximos dias dirão se a arapuca surtiu algum efeito ou se o eleitorado brasileiro já distingue uma manipulação editorial/eleitoral da verdadeira necessidade de se apurar os malfeitos de forma independente dos interesses eleitoreiros.