Opinião
Um grande nome da comunica��o
Mais um ícone da comunicação em Alagoas encerra sua obra, notável, e passa a fazer parte da história da mídia em nosso estado. Aos 70 anos, Arnaldo Costa morreu ontem e lega à posteridade uma vida repleta de lições de profissionalismo, jornalismo, ética ? além de outras tantas qualidades. Rezam as crônicas que Arnaldo chegou a Maceió no início dos anos 70, atraído pelas belezas locais e pelas possibilidades de trabalho no meio radiofônico. Seu iniciador pelos estúdios caetés teria sido o também saudoso Edécio Lopes. Seja como narrador esportivo ou como animador de programas de auditório, seja como noticiarista ou locutor de comerciais, o peso de sua voz tornava-se suave em face da capacidade de se fazer entender, e convencer. Sorriso enorme, bonachão, contagiava a todos. Na Rádio Gazeta, fez história. Refletindo as características de um período no qual o radialista cuidava de amealhar patrocinadores para seus espaços, não só compreendeu e soube praticar com maestria o varejo típico do mercado radiofônico, com o fez sob o mais inequívoco procedimento ético, sem jamais confundir a missão de informar corretamente com o mister de angariar patrocinadores. Sua verve jornalística não se misturava com seu talento publicitário ? cada atividade era desempenhada de forma autônoma. Juntamente com Reinaldo Cavalcante, Costa tem a primazia em termos da atividade empresarial publicitária em Alagoas, com a fundação da primeira das agências de publicidade em nosso estado, a Publicar. Diretor comercial da Rádio Gazeta durante muitos anos, sempre manteve firmes seus laços afetivos e profissionais com a Organização Arnon de Mello. Sua presença marcante acompanhava praticamente todas as fases de crescimento da empresa, mesmo quando a atividade autônoma de empresário o conduziu para uma dedicação quase exclusiva à sua agência de publicidade. O radialista, o locutor nunca deixou de existir nem mesmo quando a enormidade das tarefas empresariais ocupava praticamente todo seu tempo. No mínimo, ele fazia uma visita de cortesia, percorria os corredores e estúdios da Rádio Gazeta para cumprimentar colega por colega. Esse espírito alegre, ético e competente continua presente entre colegas de batente, percorrendo e alegrando corredores e estúdios ? eternamente.