Opinião
Alegria do Natal
Dom José Carlos Melo, CM* A proximidade do Natal nos fez ouvir insistentemente a exortação de Paulo na Carta aos Filipenses: Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto? (FL 4, 4-5). O Natal vem aí e nos convida a viver intensamente a alegria do nascimento do Salvador. E esta alegria é preconizada pelo profeta Isaías, que exclama: ?Um menino nasceu para nós: Um filho nos foi dado?. E a própria liturgia da missa do Natal nos convida a esta alegria: ?Alegrem-se todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador...? O anúncio dos pastores narrado pelo evangelista Lucas ressoa em nossos ouvidos como uma prece de gratidão, quando o anjo diz: ?Eis que eu vos anuncio uma grande alegria, que será para todo povo: Nasceu-vos hoje um Salvador que é o Cristo-Senhor, na cidade de Davi?. Essa alegria irradia em nossos corações de cristãos a certeza de que o Messias esperado com o título de ?Senhor? restaura uma nova fase na história da salvação, reservada por Deus Pai, enviando seu próprio Filho para a salvação da humanidade pecadora. O papa São Leão Mágno no século V afirmava: ?Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade?. Vemos o Cristo de Belém atualizando a consciência do homem para uma caminhada mais sólida. A palavra ?Belém? quer dizer ?Casa do Pão?, somos convidados para em torno da Eucaristia vivenciarmos o conteúdo de nossa fé, total expressão de um verdadeiro amor. São João em seu evangelho afirma: ?Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna?. Daí chegamos à conclusão de que a promessa de Deus ultrapassa os limites do homem, dando-lhe força e coragem para uma resposta total e definitiva. O Natal nos aproxima dentro do seu contexto histórico de um ?momento da Graça?, ou seja, somos agraciados por Deus, que nos envia seu Filho único. Recordamos a humanidade, porque em Cristo todos somos irmãos e esperamos de nós mesmo um gesto semelhante ao dos pastores de Belém, que souberam acolhê-lo. Santo Agostinho diz: ?Alegremo-nos com esta Graça... Na verdade, que graça maior Deus poderia nos conceder do que, tendo um único Filho, fazê-lo Filho do homem e reciprocamente fazer os filhos dos homens serem Filhos de Deus?. Como Pastor da Igreja particular de Maceió, quero externar para todos os diocesanos, de um modo especial os mais pobres, e aos excluídos da sociedade, às autoridades constituídas, ao meu clero querido, aos religiosos, aos movimentos pastorais, aos jovens e a todos sem distinção os meus votos de um Natal verdadeiramente alegre e feliz e um Ano Novo com todas as bênçãos em Cristo. A todos PAZ E ALEGRIA no Senhor! (*é) arcebispo metropolitano de Maceió