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Opinião

DEUS N�O EST� MORTO

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Nesta semana, assisti a um filme no cinema que possui o mesmo nome deste artigo. Um jovem universitário cristão é matriculado em uma disciplina de Filosofia, na qual seu professor é um ateu convicto. Motivado a influenciar seus alunos com suas posições, pede que todos na primeira aula escrevam em uma folha de papel ?Deus não está morto?. O jovem cristão que ali se encontra é o único a não realizar aquele ato e por conta disso é rechaçado e convidado a demonstrar a antítese perante a sala. E então o filme vai ganhando esses ares de disputa para provar a existência de Deus. Apesar de esperar mais dor argumentos propostos e da defesa acontecida, alguns tópicos me fizeram pensar. A questão discorrida pelo filme foi baseada em inúmeros processos que ocorrem nas universidades norte-americanas em que alunos se sentiram prejudicados por não poderem apoiar sua fé em aulas como à mencionada acima. E isto, é claro, chega a ser vivenciado por muitos nos diversos cursos universitários espalhados pelo mundo. Vendo o filme, lembrava-me de quando fiz Jornalismo na Ufal. Com um crucifixo no pescoço, alguns chegavam a usar a alcunha ?rapaz da cruz? para identificar-me ao fazerem referência a mim. Em sala de aula, encontrei um professor de linha marxista que expôs inúmeras críticas à Igreja e consequentemente à fé. Acabei rebatendo e tentando demonstrar que ali não era o lugar ideal para este tipo de debate, pois fugia da temática abordada pela disciplina. Descobri, posteriormente, que meu professor, na verdade, tinha vivido experiências negativas na Igreja e sua revolta era expressa em momentos como aqueles. Tive compaixão dele, pois minha experiência era justamente outra. Talvez, por isso, minha posição fosse de defesa. O fato exposto no filme, vivenciado por vários discentes, é que muitos nas faculdades querem afirmar que fé e razão são contraditórias. Isto é uma pena, pois foi a Igreja quem criou o sistema universitário e quando pensamos em nível de Alagoas, os grandes centros acadêmicos foram fundados por padres. Certo mesmo estava João Paulo II quando afirmou que ?a fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade?.

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