Opinião
NOSSA ALAGOAS QUERIDA
Na próxima terça-feira estaremos comemorando com muito entusiasmo mais um aniversário de nossa emancipação Política. Era o dia 16 de setembro de 1817 quando D. João VI, por decreto, tornou Capitania independente nossa querida Alagoas. Dessa forma, alagoanos e pernambucanos passaram a ser livres em suas regiões. Estava, assim, realizada a grande emancipação politica de nossa terra. Seguiu-se, após aquela data, um período de grandes agitações, de muita turbulência, porque D. João VI não fixou em seu decreto os limites de cada região, separando os Estados. E haja confusão. Cada um queria o seu melhor pedaço. De 1817 até 1889, quando foi proclamada a Republica, foi espantosa a quantidade de presidentes e vice-presidentes que comandaram o estado de Alagoas (assim eram chamados). Toda esta história esta muito bem descrita no livro do saudoso e grande poeta alagoano Jayme de Altavilla, intitulado ?História da Civilização de Alagoas?. O primeiro governador eleito pelo Congresso Constituinte foi Pedro Paulino da Fonseca, homem culto e de boas intensões. Demorou pouco. Foi substituído por Manoel de Araújo Góes, que só demorou de 14 de junho a 23 de novembro de 1891 e logo foi substituído por Gabino Besouro. Por aí vocês estão vendo que não é de hoje esses atritos pelo poder de Alagoas. Meu caro leitor, já estamos em pleno século XXI. As notícias estão aí na imprensa mostrando que caminhamos muito devagar na área da educação, da saúde e da paz. Temos toda uma geração de adolescentes e crianças esperando por um futuro bem planejado. Chegou a hora, portanto, dos políticos, independentes de siglas partidárias, darem a mãos e batalharem para que haja o progresso e a paz que Alagoas tanto deseja. Quero homenagear a minha querida terra com o belo poema do notável poeta Jayme de Altavilla, que retrata o desejo de todo bom alagoano: caminhar levando sempre sua terra nos seus olhos, nos seus ouvidos, no seu olfato, em seus lábios e no seu coração. ?Eu trago a minha terra nos meus olhos/Minha terra é morena como as árvores sertanejas/Minha terra tem os cabelos verdes como os coqueirais/Eu trago minha terra em meus ouvidos/Minha terra é sonora como o Sabiá da Mata/Eu trago a minha terra em meu olfato/Minha terra cheira a mel quente dos engenhos/Eu trago a minha terra nos meus lábios/Minha terra é saborosa como os frutos de nossas arvores/Eu trago a minha terra bem dentro do coração/Minha terra é formosa; boa e hospitaleira/Minha terra é para mim/O pedaço melhor da terra brasileira?.