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Opinião

Valorizando tamb�m os dados positivos

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Enevoados pela radicalização do debate eleitoral, praticamente todos os dados sobre o Brasil atual passaram a ser vistos através da lente reducionista do interesse partidário. Sejam as forças governamentais, sejam os grupos oposicionistas, cada qual tenta puxar a brasa para sua sardinha. Nessa toada, os governistas pintam o Brasil de dourado reluzente enquanto os ?do contra? espalham lama (no mínimo) sobre tudo que podem. Quebrará a cara quem quer que queira acompanhar, inocentemente, esse debate sem levar em consideração o alto nível de manipulação. Neste cenário turvado de propósito, é indispensável exercitar a visão crítica sobre as manchetes e os noticiários da autoproclamada ?grande imprensa? centrada no eixo Rio/São Paulo. Isto vale para as tonitruantes notícias sobre as ?denúncias premiadas? contra a Petrobras, até aos percentuais mais comuns sobre o cotidiano brasileiro. É imensa a contaminação eleitoral sobre a distribuição da informação. Este é o caso da real situação econômica brasileira, que, evidentemente não é das melhores. Mas se é verdade que sob Dilma Rousseff a economia nacional não exibe a prosperidade da época Lula, também é verdadeiro que não chegamos ao nível de fundo de poço do final dos mandatos de FHC. O País está a meio caminho de uma e de outra realidade. O correto entendimento do atual quadro de dificuldades e de possíveis esperanças descortina que, indubitavelmente, a realidade da primeira metade do ano foi dura o bastante para carimbar sobre o País a consigna de ?recessão técnica?, assim definida a sucessão de dois trimestre consecutivos em saldo negativo do crescimento do PIB. Merece crítica ? e dura! Porém, se faz necessário saudar a retomada, ainda que tímida, do crescimento, conforme registrado em julho. O fato, que deve ser destacado, é que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira, 12, ?aponta para a recuperação do ritmo de crescimento da economia em julho em relação ao desempenho de junho?. Segundo os estudos do BC, foi registrado um avanço de 1,50% e o mais importante é que esse percentual é a maior variação positiva alcançada ao longo dos últimos seis anos. Isto não resolve tudo, mas é muito positivo. E assim deveria ser reconhecido... se não fossem os interesses eleitorais.

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