Opinião
KILDERES, DESCANSE EM PAZ
Ao ser humano, cabe o direito de saber a data do seu nascimento, porém, o momento e como morrerá serão elementos imprevisíveis. Em principio, todos somos condenados à morte. Faz parte do ciclo da vida. Uns logo cedo, outros jovens, e grande maioria adulta ou na velhice. Quando isto acontece, restam apenas canseira e enfado. Afirmam os estudiosos, caso o homem soubesse o dia da morte, certamente perturbar-se-ia e tentaria, ainda que em vão, usar todos os meios no sentido de não realizar a grande viagem. Do pó, somos oriundos, e a ele, retornaremos. A morte é o caminho para nascimento eterno. Sábado próximo passado, 13 do fluente, em pleno dia, o jovem João Kilderes Moreira, oficial superior da Polícia Militar de Alagoas, fora convocado irrevogavelmente, para servir ao exército celestial, passando, desta forma, a ouvir não o toque da corneta e sim o som da trombeta celestial. O Kil, tratado carinhosamente pelos familiares e amigos mais próximos, saiu do nosso convívio. No entanto, continuará presente pelo filho dedicado que foi e pela postura que sempre teve na corporação que serviu, deixando, deste modo legado de um profissional autêntico, abnegado e humano, onde usou a sua sabedoria a serviço do setor de inteligência da Polícia Militar. O major Kilderes, filho exemplar, esposo e pai dedicado, companheiro leal e grato. Nosso conhecimento com o mesmo há quase 30 anos. Tínhamos como filho. Orientamos e conduzimos seguir a carreira militar. Nunca nos decepcionou. Suas ações sempre meritórias. Pessoa vocacionada para profissão que exerceu com muita honra e destemor. A morte prematura deixou-nos tensos e preocupados. De luto, não apenas a PMAL, porém todo estado de Alagoas. Honrou em todos os instantes a instituição que pertencia. Resta-nos, agora, dirigirmos aos pais do Kilderes, Danúbio e Creuza. O quadro que se apresentou aos olhos do casal jamais havia pensado passar pelas suas mentes. Há pouco tempo, dialogamos com Kil e a preocupação maior era com o estado de saúde do papai Danúbio, sem perder de vista a assistência contínua à mamãe Creuza, assim ele se expressava. Diante de tudo isto, e perante à fé que os genitores do Kil depositam no Criador, clamamos aos céus fazer jorrar sobre as suas vidas muita paz neste momento de dor e de saudades, na esperança de um dia incerto e não sabido todos nos encontrarmos com os nossos entes queridos que já partiram para eternidade.