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N�o escreveu e n�o leu? O pau comeu para valer

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Segundo o demonstrado pelos resultados divulgados na mais recente Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), ?o baixo grau de escolaridade é apontado por especialistas como o principal fator para Alagoas ter a terceira menor renda média do País?. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem os dados de sua pesquisa periódica e chegou à conclusão de que ?21,6% dos alagoanos não sabem ler, nem escrever, o que influencia negativamente a renda dos trabalhadores?. O economista e historiador Cícero Péricles, em entrevista na Gazetaweb, foi preciso na análise dos dados do PNAD: ?Sem a superação dos indicadores sociais negativos fica difícil a diminuição dessa desigualdade. A maior parte da mão de obra assalariada tem características como a pouca escolaridade, baixa formação profissional e qualificação técnica, que dificultam a elevação da renda dessa maioria de trabalhadores?. Apesar das dificuldades históricas vividas pelos alagoanos no quesito educacional (para a maioria da população), essa tragédia social se aprofundou muito no que pode ser considerado o ?quinquênio da deseducação em massa?. Os índices despencaram vertiginosamente, acumulando-se evidências de malfeitos escandalosos com as verbas públicas. Nos últimos quatro anos, o caos se implantou. Escolas ruíram e reconstruções deram em nada (a não ser enormes quantias engolidas por obras quase nunca concluídas a contento) e proliferou um abominável processo de aquisição em massa de kits escolares milionários. Além da estonteante compra, suspeita de superfaturamento na ordem de R$ 22,1 milhões, denunciada em dezembro de 2013, uma nova licitação, cujo contrato assustador foi publicado no dia 6 de junho deste ano, pretende subtrair dos cofres públicos o adiposo valor de R$ 63.912.700,00 (sessenta e três milhões, novecentos e doze mil e setecentos reais) para adquirir centenas de milhares de novos kits escolares! Enquanto o dinheiro escorre em rodo por essas vias enigmáticas, enriquecendo uns poucos, a educação pública agoniza, empobrecendo os jovens alagoanos ao lhes impedir acesso ao mercado de trabalho por conta de uma formação precária. Escreveu, não leu? O pau comeu nas costas dos inocentes!

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