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PIONEIROS DA NOSSA MEDICINA: DU�LIO MARSIGLIA

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Em 1896, o físico francês Henri Becquerel descobriu uma radiação semelhante ao raios-X. Dois anos depois, o casal de físicos Pierre e Marie Curie, trabalhando no laboratório, chegou à conclusão que aquilo era radioatividade, e em seguida descobriram dois elementos radioativos: o Polônio e o Rádio. Os três cientistas receberam o prêmio Nobel de física em 1903 e Marie Curie, polonesa, foi tão importante para a ciência, que ainda hoje é a única mulher cujos restos mortais repousam no Panteon, cemitério restrito aos maiores heróis gauleses. Com o avanço da ciência, em 1946, pela primeira vez se usou um elemento radioativo para tratar hipertireoidismo, e hoje existem vários elementos radioativos que são usados em medicina nuclear, principalmente para diagnósticos eficientes em câncer, cardiologia,endocrinologia e outras especialidades. Atualmente, em muitos casos de câncer não se pode diagnosticar corretamente se ele está localizado ou disseminado sem o apoio da medicina nuclear. Em 1968, um médico formado na UFRJ em 1960, o Duílio Marsiglia, pioneiramente em Alagoas, criou o Serviço de Medicina Nuclear na Santa Casa de Maceió. O Duílio fundou ainda o Serviço de Endocrinologia do Inamps, que funcionava no PAM Salgadinho, tratando adequadamente os portadores de diabetes e outras endocrinopatias, que nunca mais tiveram um serviço tão eficiente no setor público; foi também diretor do HU. Atualmente com 91 anos, declara com justificado orgulho ser o médico mais idoso em atividade no País, dá dois expedientes diários; é diretor do Centro de Estudos no primeiro andar e sobe suas escadas pelo menos quatro vezes ao dia. Inquieto, pede insistentemente artigos científicos aos colegas para publicá-los no único periódico científico médico alagoano. É o decano da Mesa Administrativa da Santa Casa de Maceió. Acha tempo e fôlego, ainda, para ao chegar a casa, ao anoitecer, levar sua esposa, dona Vanda, para caminhar pela orla da Ponta Verde, mas antes de voltar para casa, compra a Gazeta de Alagoas para manter-se atualizado. Todos os da Santa Casa de Maceió, que completa 163 anos esse mês, lhes rendem justas homenagens e guardam as melhores recordações e muitas saudades da querida doutora Isolda Mafra, com quem trabalhava, e que nos deixou precocemente.

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