loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

PREFERENCIAL OU EXCLUSIVA

Ouvir
Compartilhar

Estávamos, Juju e eu, em uma enorme fila para embarque no aeroporto da Cidade do Porto, Portugal, quando avistei, lá no início, uma movimentação diferente: alguns idosos tendo um tratamento preferencial. Como no jargão popular, ?costume de casa vai à praça?, incontinentes pegamos nossas malas de mão e partimos para a tal fila. Na nossa vez, fomos questionados pelo funcionário sobre o motivo de nossa presença ali: se tínhamos atestado médico por alguma deficiência ou enfermidade. Procurei, mas não achei um buraco para esconder-me. Voltamos, só que desta vez para o final da fila, pois não teríamos cara para voltar ao lugar anterior. Dificilmente, na Europa, é dada prioridade em filas para idosos. Justifica-se plenamente, pois sua população na faixa da chamada melhor idade é incomensurável. Teriam que existir mais atendentes para esse núcleo que para os outros. É o que, aos poucos, vai ocorrer em nosso país. A cada dia, os jovens esperam mais para gerar filhos e quando o fazem, diferentemente de eras passadas, é em menor número. Já os idosos, aos poucos, vão modificando hábitos alimentares, a ciência colocando ao alcance da medicina novas drogas, praticam exercícios, conseguindo, cada vez mais, atingir uma maior faixa etária. De acordo com o IBGE, o número de crianças de zero a quatro anos em 2000 era de 16 milhões, e de idosos acima de sessenta anos, 14 milhões. Em 2010, vê-se uma modificação na curva demográfica. O número de crianças caiu para 14 milhões e o de idosos subiu para 20 milhões. E mais, a projeção para 2020 é de que o montante de crianças estacione e o de idosos passe para 29 milhões. Vê-se, portanto, que se fará necessário um reestudo do que aí está. Estou falando apenas de idade. Mas, essas filas exclusivas são disponibilizadas também para deficientes físicos, gestantes e pessoas com crianças de colo. Pessoa da minha família, na Alemanha, estando grávida entre o sétimo e o oitavo mês, questionou em um estabelecimento se não havia fila preferencial. Qual não foi sua surpresa quando a funcionária disse-lhe que gravidez não era doença. Aqui, jovens aparecem nessas filas dizendo-se gestantes sem nenhuma comprovação. ?Crianças de colo? são maiores que seus acompanhantes. Não se respeitam as regras. Porém, existem exceções: domingo, na livraria Leitura, Parque Shopping, entrei em fila preferencial quando a normal era extensa. Ao desocupar um caixa dos quatro existentes, fui chamado. A fila de fato era preferencial e não exclusiva.

Relacionadas