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Opinião

COMO O BRASIL SE PREPAROU PARA O EBOLA

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O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no então Zaire. Produz uma doença muito grave, com letalidade que pode alcançar até 90%. O surto atual, que desde dezembro de 2013 produziu 1.975 casos e 1.069 mortes, apresenta uma duração maior, se comparado a epidemias anteriores. As medidas humanitárias, voltadas para a África, são a melhor maneira de proteger, não apenas o Brasil, como também outros países contra a ameaça do Ebola. Ou seja, a ideia é conter rapidamente o surto em sua fonte para eliminar a possibilidade de exportação de casos. O Brasil está preparado para detectar e responder, de maneira rápida e eficaz, a uma eventual situação de viajante internacional com a doença, única possibilidade de lidarmos com o Ebola. As características dessa doença não apontam como factível a ocorrência de surtos no Brasil, ou em outros países fora do continente africano. O Brasil vem fortalecendo sua preparação para a detecção e resposta às emergências de saúde pública, utilizando as mais modernas estratégias e tecnologias disponíveis e as lições aprendidas com emergências reais, como a pandemia de influenza de 2009. Dispomos de um Plano de Preparação e Resposta para Emergências de Saúde Pública que vem sendo utilizado, na vida real, para o monitoramento dos grandes eventos de massa que tivemos em 2013 e 2014 e no atual momento. Ativamos nosso Centro de Operações de Emergências em Saúde para acompanhar, com informações fidedignas prestadas pela OMS, a situação epidemiológica do surto. Isso nos permite realizar cuidadosa avaliação de risco e adotar as medidas adequadas à proteção do nosso país. Atualizamos e divulgamos as orientações técnicas, procedimentos e normas para as duas possibilidades de casos em viajantes internacionais: alguém que adoece durante a viagem ou alguém que realize a viagem durante o período de incubação. Nosso país dispõe de hospitais de referência para atender a um eventual caso importado, em condições seguras. Além disso, temos laboratórios capazes de realizar exames de confirmação de casos. Dispomos também de pessoal capacitado em distintas áreas, desde o correto gerenciamento de situações de crise até o acondicionamento seguro de materiais biológicos de alto risco, como o vírus Ebola. Estar preparado não significa baixar a guarda. Em situações como essa, a primeira regra é continuar alerta, avaliando a situação real e adotando todas as medidas adequadas a cada momento.

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