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FINAL INFELIZ

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Tudo na vida obedece a um princípio lógico de ir e vir, a menos que surja no trajeto óbice independentemente da vontade do ser humano. Ser feliz é ter a consciência tranquila, considerando nada existir que perturbe a mente e acarrete prejuízo biopsíquico no complexo neurocerebral do indivíduo. O cérebro humano é mais rápido e perfeito que a internet. Os arranjos neurológicos têm sensibilidade de uma precisão incomensurável. É por este caminho que pensadores passaram assim a se expressar: ?mens sana in corpore sano?, isto é, mente sã em corpo são. Deverá haver harmonia entre mente e corpo, cujo condicionamento leva-nos a uma situação de perfeita fisiologia e bem-estar de convivência social. A felicidade, consiste indubitavelmente no comportamento do homem ao manter o equilíbrio mental sem a menor perturbação. Ser feliz é a alegria do dever cumprido. Alagoas, nos últimos oito anos, tem vivido momentos de penúria e incerteza no campo administrativo. A conclusão chegada é que o governo, até o momento, não acertou o passo no trajeto da marcha em busca de melhores dias para os alagoanos. Dinheiro não faltou. O projeto Alagoas Mais Segura é utopia. A Secretaria de Defesa Social teve à frente general, coronel, procurador de Justiça e agora magistrado. Pouca coisa foi realizada. A Seds até tem apresentado boas ações preventivas e repressivas na atual gestão. O titular da pasta tem demonstrado aptidão para o desafio, apesar dos óbices. Durante os oito anos, houve mais assassinatos neste estado que mesmo na guerra do Iraque ou no Complexo do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro. Quem diria que chegaria a esse patamar! Ao apagar das luzes os ex-secretários de Estado receberam o tiro de misericórdia sepultando a melhoria salarial dos mesmos, cujo disparo atingiu os militares ao ser vetado o projeto de lei das promoções que beneficiaria toda corporação. O governador eleito receberá um legado maldito. O atual gestor não quis apresentar e até tentar fazer seu substituto, porque os candidatos apresentados deixam muito a desejar. Os correligionários não encontraram guarida nas suas pretensões políticas. Mesmo com Final Infeliz, encerra seu mandato, afastado de todos, porém, na sua óptica certeza de haver cumprido com a missão outorgada pelo povo alagoano. Lembra-nos a figura de dom Pedro II após proclamada a República. Ser político é ter sabedoria, e, mais do que isso, probidade à toda prova. Aguardaremos, que, no próximo dia 05, o povo vá às urnas para escolher os melhores para Alagoas e para o Brasil.

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