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Depend�ncia externa

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O Brasil, com as exceções que apenas confirmam a regra, sempre financiou seu desenvolvimento baseado nos empréstimos internacionais. A poupança interna nunca foi incentivada como deveria. Por isso, o País sempre apresentou uma vulnerabilidade frente aos financiadores externos. Quando o fluxo internacional de dólares esteve elevado, como foi o período do auge dos preços do petróleo, os denominados ?petrodólares? inundavam o mercado internacional à procura de países que os remunerassem adequadamente. Como a oferta era substancial, a remuneração do capital, isto é, os juros cobrados pelos empréstimos eram razoavelmente baixos. Com o advento do governo FHC, optou-se, para financiar a economia brasileira, substancialmente, por empréstimos externos. Em outras circunstâncias, sem a abundância de capitais do período da ?crise? do petróleo, o Brasil, para atrair recursos externos, tornou-se uma das economias mais liberais do mundo, atraindo abundantes financiamentos internacionais. A remuneração do capital exigida pelos bancos internacionais foi adequadamente satisfeita pelo atual governo, que não mediu esforços para liberalizar a movimentação de capitais. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a dívida externa do Brasil representava em 1995 (quando FHC assumiu o governo) 27,9% do Produto Interno Bruto (PIB), hoje representa 44,2%. Torna-se evidente que houve uma mudança significativa na relação créditos externos e necessidades reais do País. Era bem menor a dependência desses recursos e o montante destinado a amortizá-los. Num cenário internacional nada favorável, a vulnerabilidade e a dependência brasileira do capital internacional só terá possibilidade de ser atenuada se o volume de nossas exportações aumentar consideravelmente. Mas esta é uma condição básica, essencial, mas não suficiente. Outras medidas que fortaleçam a economia brasileira terão que ser tomadas, sob pena de a vulnerabilidade se agravar e inviabilizar um projeto de desenvolvimento para o Brasil.

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