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Opinião

A ELEI��O DE BARRAB�S

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No próximo domingo, 05 de outubro, todo o País vai às urnas. Mais uma vez, o Brasil viverá as eleições gerais. Após várias interrupções do processo de eleições livres o País, enfim, parece viver um período de estabilidade política que garante a realização das eleições sem perigos de golpes, crimes de mando e outras coisas desse feitio. Todavia, isso não quer dizer, de forma alguma, que nossos políticos sejam lá muito estimados e, pior que isso, honestos ou comprometidos ? quer com seus partidos, quer com seus eleitores. Também muitos dos eleitores não valorizam o voto que tem, vendendo-o a preço de banana e recebendo, perdoe-me os leitores, uma banana dos seus candidatos após a eleição. Já no tempo de Jesus, os líderes políticos e religiosos não diferiam tanto assim dos do nosso tempo. Tanto que Jesus, ao predizer sua morte, afirma que: ?? Eu preciso ir para Jerusalém, e ali os líderes judeus, os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei farão com que eu sofra muito. Eu serei morto e, no terceiro dia, serei ressuscitado? (Mateus 16.21). São esses líderes políticos que vão ao encontro de Jesus e incitam as multidões. Relata Mateus: ?Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos doze discípulos. Vinha com ele uma grande multidão armada com espadas e porretes, que tinha sido mandada pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes judeus? (Mateus 26.47). A multidão deixa-se levar pelo burburinho, pela pressão de líderes corruptos e, por fim, chega a escolher um ladrão e assassino, Barrabás, a Jesus, que eles conheciam bem, que vinham seus milagres, buscavam seu ensino e que como o próprio Pilatos bem sabia, não havia cometido crime algum. Mas, ?os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus convenceram a multidão a pedir ao governador Pilatos que soltasse Barrabás e condenasse Jesus à morte? (Mateus 27.20). Quando a corrupção e os interesses próprios prevalecem, e não o que Deus propõe em sua Palavra, o resultado é a morte. Desde os primeiros pais foi assim. Querendo ser igual e até maiores que Deus, Adão e Eva se corromperam, buscando uma glória que não lhes cabia. Assim é o ser humano movido pela ganância do poder, do ter, do fazer por si próprio e a seu modo. Que nessas eleições, Deus Espírito Santo possa orientar a candidatos e eleitores para que possam ter em mente a vontade de Deus naquilo a que se propõe fazer. Que nós eleitores estejamos de olhos bem abertos, antes e após o pleito, para que não sejamos levados por agitações e gritarias, mas votemos conscientes e com clareza.

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