loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

FIL�UCIA: A M�E DE TODAS AS DOEN�AS

Ouvir
Compartilhar

É próprio do ser humano amar, mas encontramos em nosso íntimo uma evidente patente de nossa fragilidade. Ao falarmos disso, compreendemos porque ao coração do ser humano faltam tantas respostas para tais perguntas. Com inúmeras qualidades, os chafurdam na lama; uma inversão de valores de amor-próprio e amor prejudicial e destruidor. Num estado de limbo, esquecemos do nosso cotidiano, algumas doenças que nos fazem expiar nossa forma de viver bem e para o bem. O que era para ser execrável, o ser humano alimenta desde o exórdio de sua vida, uma exorbitância de amor desordenado por si mesmo, amor de si contra si, aquele que se quer tão bem que autodestrói-se. Falo aqui da filáucia, a mãe de todas as doenças; é dela que o homem busca a felicidade na comida (gastrimargia), avareza (filargíria) e na fama (cenodoxia), três moléstias que fazem do homem um infeliz no âmbito espiritual e pessoal da sua vida. Esquecemos o amor de Deus, e nele devemos amar o próximo e a nós mesmos. Mas aí entramos na realidade material do egoísmo/prazer, quando confundimos felicidade e prazer, pois achamos que os momentos prazerosos nos fazem felizes, mas é exatamente o contrário. A primeira doença é a tentação da gula, que em grego é chamada ?gastrimargia?, ou seja, loucura do estômago, busca da felicidade pela ingestão de alimentos. Com isso, colesterol, hipertensão, diabetes etc. Olhemos e atentemos para a segunda, avareza, no grego, ?filargíria? que é o apego incomensurável pelo poder e dinheiro. Porém, o problema não é possuir o dinheiro, é ser possuído por ele, fazer de nossos bens materiais a fonte de nossa única felicidade, esquecendo a família, amigos etc. E finalizamos com a terceira doença, a vaidade, que no grego diz-se ?cenodoxia?, vanglória, uma espécie de glória vazia, ter um conceito elevado de si mesmo, egoísmo e egocentrismo inflado, fazendo valer-se de uma imaginária superioridade aos outros, não importando-se com quer que seja, pai, mãe, esposa, filhos, amigos; enfim, para eles, todos são inferiores. Entretanto, avaliamos aqui como somos frágeis, flexíveis e dementes a tais doenças corriqueiras em nosso dia a dia, encontradas aleatoriamente, abertamente em nosso convívio espiritual, pessoal, familiar, profissional e social, basta estarmos com nossos corações voltados para uma vida sem um alicerce concreto, ou seja, vivermos a ermo e sem sentido, para que essas moléstias adentrem neles, tornando-nos seres humanos destruidores e destruídos.

Relacionadas