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Atrasos localizados e o processo de avan�o

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Encerra-se mais uma etapa do processo eleitoral. Não teceremos, neste momento, considerações sobre os eleitos, mas traçaremos algumas reflexões acerca do acontecimento em si, até pela particularidade de um novo avanço ? mesmo que sob tropeços técnicos nalguns locais ? no sistema brasileiro de coleta de votos. A etapa biométrica entrou em campo, marcando novamente o pioneirismo brasileiro nos procedimentos de recolhimento, armazenamento e contabilização dos votos. De muitos milhões de sufrágios coletados nas mais distintas, díspares, comunidades. Desde remotos assentamentos encavados nas florestas até megalópoles (como São Paulo), passando por ermos e antigos rincões de um Brasil profundo. A primeira experiência da biometria dificilmente poderia ter 100% de acerto. Até pela complexidade do projeto, era perfeitamente previsível uma margem de erro. Quando escrevíamos este comentário, ainda não nos era possível determinar o percentual dessas ocorrências, mas não existe vestígios de que tais falhas possam ter provocado prejuízos além do incômodo aos eleitores e atrasos de votação e apuração circunscritos às seções nas quais tais problemas ocorreram. O importante é registrar e apoiar a necessidade desses projetos de modernização do processo eleitoral seguirem adiante. O caminho está certo. Naturalmente que o apoio pressupõe a necessidade dos usuários e da imprensa formularem observações críticas, apontando itens que precisam de ajustes. Um desses pontos a considerar diz respeito à falta de alternativas de uso da urna eletrônica no caso de falha da máquina de identificação das impressões digitais. Esta falta de opção foi, talvez, a principal causa dos atrasos. O que poderia ter sido evitado em função da obrigatoriedade do eleitor se identificar por meio de um documento de identidade com foto e de assinar, de próprio punho, a lista de votação. Múltiplos parâmetros de segurança, portanto, para garantir ? naquelas seções problemáticas ? a continuidade do processo eletrônico, desconsiderando o defeito do scanner para digitais. Enfim, independente dos percalços e atrasos pontuais, o Brasil registra mais um avanço na modernização do processo eleitoral.

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