Opinião
UM TRANSATL�NTICO DE CONHECIMENTO
Nos intermináveis dias e noites que passei na Santa Casa de Misericórdia de Maceió, sendo cuidado com dedicação e atenção pelo corpo médico e técnico desse hospital de excelência, por minha família querida, e pelos inúmeros amigos que não envidaram esforços para trazer a esse momento alegria e conforto, deparo-me com a encantadora leitura do último livro lançado, no dia 23 de setembro de 2014, por meu amigo irmão professor doutor Douglas Apratto Tenório. A obra A Presença Negra e a Identidade Alagoana reúne artigos de seis renomados historiadores alagoanos que buscam imprimir o reconhecimento e a importância das raízes histórico-culturais do nosso estado. Trata-se do resultado de mais uma pesquisa preciosa, que contribuirá com as futuras gerações, em sua formação. Um arsenal cultural vem sendo publicado por esse intelectual. Uma teia de conhecimentos que percorre desde os primórdios da nossa evolução social, aos momentos históricos marcantes e fundantes, os quais preservarão a memória e a historicidade alagoana. Esse objetivo deve ser unanimemente aplaudido e apoiado pela sociedade, na certeza de estarmos afirmando os valores e bens culturais que legitimam nossa identidade. O livro faz sequência à publicação do calendário 2014 da Fapeal, com imagens utilizadas que são verdadeiros transatlânticos do conhecimento, de formas e conteúdos com singular temática histórica. Não será exagero dizer que reencontro uma fração do legado deixado pelo cientista Arthur Ramos, das suas incomensuráveis batalhas na defesa da miscigenação, em Douglas, um nome que se agiganta na coleta de dados e na impressão do material que concentra a identidade e a trajetória da saga negra no estado de Alagoas. Cabe-me, por justiça, por reconhecimento e por ter acompanhado os seus primórdios como escritor, homenagear com louvor Douglas Apratto, e de igual maneira os historiadores que compuseram essa magnífica obra.