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Aeroportos p�blico/privados, den�ncias e arquivamentos

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Descabriados, como se diz neste ?desinformado? e empobrecido Nordeste, os ?grandes? veículos de mídia noticiaram que a Procuradoria-Geral da República havia recomendado o arquivamento de uma ação contra o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pela construção, em sua gestão, de um aeroporto ?coincidentemente? situado a poucos quilômetros de uma de suas fazendas. A pista de pouso em questão havia sido, também ?por coincidência?, feita em terras de um titio-avô do atual candidato a presidente pelo PSDB. A obra está localizada no município de Cláudio, distante apenas 150 quilômetros de Belo Horizonte. Em parte, a denúncia foi remetida pela PGR para démarches em Minas Gerais, o que pode ser um alento, ou não. Certamente, a PGR tem amplas e consubstanciadas razões jurídicas para determinar o arquivamento de uma denúncia dando conta que um governante gastou a bagatela de R$ 14 milhões para construir um aeroporto vizinho a uma fazenda de sua propriedade. Campo de pouso, conforme discretamente noticiado, cujas chaves ficam de posse de funcionários de parentes, ou pessoas ligadas ao ex-governante mineiro. Um trem de coincidências, uai! Mas existem mais aviões de carreira nos ares que o descrito na denúncia ontem arquivada. O governo de Minas construiu outro aeroporto coincidentemente perto de outra fazenda de Aécio Neves. A segunda obra aeroviária está encravada no município de Montezuma, ?metrópole? na qual vivem 2.700 habitantes e onde, por outra incrível coincidência, está situada outra propriedade rural de Aécio Neves da Cunha ? terras, por sinal, envolvidas numa outra polêmica jurídica, posto ter sido arguido que a Perfil Agropecuária (empresa de Aécio & familiares) teria abocanhado 950 hectares de terras públicas supostamente pertencentes ao Estado mineiro. Sem dúvida, suspeita levantada por ?pobres?, ?nordestinos? e ?desinformados?, segundo a tese defendida pelo notório FHC para rotular os eleitores que ousam votar contra tucanos. Enfim, as querelas jurídicas deverão seguir adiante, pois a própria PGR despachou uma parte do processo para a instância estadual mineira. Mas, indubitavelmente, volta a assombrar a cidadania o fantasma do engavetador frenético que arquivou 217 denúncias e engavetou outras 242, durante os governos FHC. Valei-nos, padrinho Padre Cícero!!!

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