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MAIS UMA SIGLA PARTID�RIA NO MERCADO

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A ex-senadora petista acreana, ex-ministra do meio ambiente do governo Lula e ex-candidata à presidência do Brasil pelo Partido Verde (PV) no último pleito, Marina Silva, se movimenta desde o final da contabilização dos 20 milhões de votos, com a perspectiva de lançar-se candidata à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. Pela legislação brasileira, o candidato (a) precisa estar filiado a um partido político. No último dia 22, militantes do intitulado Movimento por uma Nova Política, reuniu, segundo seus organizadores, 350 pessoas com o intuito de mobilização. A movimentação de Marina Silva e de seus seguidores em torno da discussão política, é louvável e salutar para a cidadania. Basta observar a despolitização que ocorre nos meios acadêmicos, religiosos e , por incrível que pareça, nos partidos políticos. A crise da sociedade afastou a maioria da população do debate político, prejudicando a participação de grandes segmentos na discussão dos seus destinos. O novo nesse cenário, ou melhor, o que tem não nada de novo, são os personagens dessa movimentação pela criação de mais uma sigla partidária. A discussão já nasce totalmente prejudicada e limitada. O que se lê no título, na realidade, nada de novo se percebe nos atores, espaço e conteúdo. A criação de uma sigla para acomodar uma candidatura à presidência da República e personalidades é uma prática antiga e permanente na política brasileira. Junto a isso, a trajetória política da pré-candidata não recomenda o dito na bandeira do movimento. Sua militância petista, organicamente, foi sempre aliada aos grupos mais alinhados à social democracia, ou seja, à reforma do capitalismo. Coerentemente, a bandeira do desenvolvimento sustentável é um tema de imensa aceitação, extremamente palatável e desejável pelos principais agentes do capital internacional, multinacionais e grandes empresas nacionais. O espaço é um elemento importante do ponto de vista político, traz consigo várias dimensões e significados. Dentre outros, o lugar social reflete os interesses e as composições políticas. Contraditoriamente, o movimento, nasce e apresenta-se limitado institucionalmente, sem representação social sólida, político e ideológico. Obedecendo a esses critérios, a composição até então apresentada, reflete um movimento de cunho mobilizatório e não com base sólida e em condições de apresentar-se efetivamente como um novo partido. Até agora, é mais uma sigla que, mais uma vez, agrega variados setores insatisfeitos, oriundos da esquerda brasileira, liberais e alternativos.

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