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Opinião

A campanha e os riscos para Alagoas

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A ida do candidato tucano para o segundo turno destampou o frasco de animação dos antipetistas, que, envolvidos num frisson financeiro digno de nota(s), lançaram-se às ruas e às redes sociais, com estrepitoso chilrear. Num salto, o PSDB alagoano, que no pleito majoritário deste ano amealhou apenas 7,92% (creditados à simpatia do modesto candidato e não à indesejada sigla, rejeitada pelos alagoanos), renovou-se com a possibilidade de reverter a derrota estadual através da eleição de Aécio Neves. E acunharam na campanha, como se diz. Comitês vistosos foram inaugurados em áreas nobres, carreatas tumultuaram as ruas com carrões de luxo. Simultaneamente, tucanos e seus defensores tornaram-se muito mais agressivos e desrespeitosos nas redes sociais. Um furor reacionário passou a eletrizar o aviário local. Por outro lado, a militância pró-Dilma mantêm-se estranhamente discreta, em marcha lenta, como se não houvesse necessidade de aumentar o ritmo da campanha. Comete um erro. Os tucanos estão apostando tudo e mais alguma coisa nos interesses deles, o que é um direito. Mas caso Aécio Neves ganhe a eleição, o povo alagoano perderá muito, pois desaparecerá o apoio republicano que muito ajudou o nosso Estado nesses tempos de Lula e Dilma. É impossível esquecer que, mesmo sendo dirigido pelo PSDB durante os últimos oito anos, o Estado de Alagoas contou com um apoio privilegiado do governo federal, que aqui, desconhecendo a oposição entre as siglas, despejou recursos generosos nas mais variadas áreas, especialmente na Segurança Pública (inclusive com presença marcante dos próprios ministros da Justiça). Infelizmente os resultados foram pífios ou negativos, mas por culpa exclusiva da administração local. O retorno dos tucanos ao Palácio do Planalto significará dias de martírios para o Palácio República dos Palmares. Lembram-se do ?socorro? prestado pelo governo FHC à Alagoas, quando da grande crise de 1997? Foi imposto goela abaixo dos alagoanos a demissão em massa (PDV) de funcionários públicos e a contratação de um empréstimo sob condições desumanas em termos de obrigações (e que flagela o Estado até hoje, sem data para se encerrar). Não se pode criticar os tucanos pela tentativa de reverter em vitória a derrota sofrida no primeiro turno dessas eleições. Estão ?na deles?. Cabe ao povo alagoano entender o que está se armando no horizonte e, com firmeza, dar sua contribuição ? no voto ? para evitar que esse retrocesso aconteça.

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