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Opinião

E a velha forma de fazer pol�tica se imp�s

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Trata-se de um casamento começado como divórcio. Simultaneamente, há uma semana, quando se confirmaram os rumores que Marina Silva havia aderido à campanha tucana, dirigentes do PSB e do Rede Sustentabilidade não só manifestaram suas discordâncias como alguns líderes abandonaram suas organizações ou delas foram desligados. No foco dos conflitos, além das divergências eleitorais e ideológicas, causou espécie a atitude política da 3ª colocada no primeiro turno, em, novamente, mudar de opinião e ? depois de ter anunciado um conjunto de condições para apoiar a candidatura do PSDB, e ter 100% dessa lista negada peremptoriamente pelo próprio candidato tucano, ter se rendido incondicionalmente ao irmão de Andrea Neves. Marina passou-se para Aécio sem ter como explicar os porquês. Naturalmente, as especulações apontam para uma permuta por cargos no governo. Já surgiu o boato do Itamaraty como objeto da negociação, mas isso não está confirmado, podendo ser um balão-de-ensaio levantado apenas para tranquilizar as bases empresariais tucanas com uma ?garantia? de que a moça virá a ocupar outra pasta que não alguma ligada ao meio-ambiente. A negociata, de termos ainda desconhecidos, provocou rupturas importantes dentro do Partido Socialista Brasileiro e do protopartido Rede Sustentabilidade. Do Rede saíram, em protesto pelo adesismo de Marina, sete integrantes da Comissão Executiva em São Paulo: Valfredo Pires, Marcelo Pilon (coordenadores executivos), Emilio Franco Jr., Renato Ribeiro (coordenadores de comunicação), Gérson Moura, Marcelo Saes (coordenadores de finanças) e Washington Carvalho (coordenador de organização). No PSB uma batalha interna está sendo abafada, mas mais emblemático dirigente do partido (e fundador), Roberto Amaral foi expurgado sumariamente, por discordar publicamente da adesão de Marina, e declarou apoio à Dilma. Em Pernambuco, Marina Arraes, prima de Eduardo Campos, também se insurgiu e declarou apoio à candidata do PT. Os diretórios estaduais da Bahia, Paraíba, Acre e Amapá também condenaram a tucanagem e passaram a apoiar a reeleição da presidente. Ignorando os protestos dos partidos que a acolheram, Marina, que se pintou, desfez o coque e abandonou o figurino de evangélica fundamentalista, feliz (por algum motivo) investe no novo casamento.

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