Opinião
EBOLA
Esta Gazeta de Alagoas, edição de 11 deste mês, traz notícia sobre a decisão do Governo de equipar dois aviões com UTI, com o objetivo de trazer de volta ao nosso País, brasileiros que eventualmente mantiveram contato com o vírus. Percebe-se que os ?resgatados? já estão infectados ou poderão sê-lo em espaço reduzido de tempo. Não faz muito, o ebola estava a milhares de quilômetros do Brasil e agora, com o apoio oficial, decerto chegará rápido para gerar preocupação, luto e lágrimas. Na mesma página, tem-se informação de que em pouco tempo, já morreram 4 mil pessoas na África, mais de 8 mil suspeitos , com 2 casos aqui e já existe um paciente internado num hospital da Av. Brasil, via de enorme fluxo na cidade do Rio de Janeiro. É no mínimo curioso tal atitude, quando se poderia, simplesmente, interceder junto ao Governo onde brasileiros aportaram (em sendo turistas) ou residem por qualquer circunstância, oferecendo-lhes condições de cura ali mesmo. As opções dessas pessoas (residirem ou passearem), são, obviamente, de suas responsabilidades. Não podem mais de duzentos milhões de brasileiros ser sacrificados, puramente pela proteção de um reduzido grupo ! O programa Fantástico da noite de 12 deste mês, divulgou que outro paciente havia sido internado e que o primeiro, um africano teria esperado 4 horas para ser atendido, expondo sua imagem aos telespectadores. É incrível como se ingressa neste País sem uma fiscalização positiva ! Indaga-se, então: por que não se evitou que o estrangeiro em questão tivesse livre trânsito, a ponto de, sozinho, dirigir-se a um Hospital, misturar-se aos nativos que ali aguardavam atendimento, sem a mínima observação oficial? Noticiou-se que apenas dois (02) Centros de referência para recepção de pessoas suspeitas ou já atingidas por vírus dessa espécie, estão capacitados. Como, então, possibilitar que pacientes em grande número, inclusive de outras regiões, possam ser internados e tratados, se não dispomos de estrutura hospitalar de tamanha magnitude? Ora, se o nosso precário sistema de saúde, seja SUS ou ainda privado, como se vê, não oferece condições satisfatórias, ao contrário, enormes filas aguardam atendimento, como se pretender tratar nessa situação? Demais disso, se o objetivo da decisão é concentrar em São Paulo e Rio de Janeiro o grupo que retornaria ao Brasil, tem-se a preocupação de que vários setores produtivos serão afetados, porque, de frente, encontra-se a ?indústria sem chaminé do Turismo?, decorrente do temor que as pessoas estariam acometidas.