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O PASSADO CAIU DO CAVALO

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No mínimo jocoso o pedido do candidato tucano de que devemos esquecer o passado. Por que será que implorou tanto para que ninguém mais olhe pelo retrovisor? Vergonha do que (não) fizeram? Devemos então esquecer o desemprego na ordem de quase 20%, onde chegamos a ocupar o segundo maior do mundo, só perdendo para a Índia, a miséria de mais de 30 milhões de brasileiros sendo em sua esmagadora e triste maioria crianças, 45% (coincidência numérica?) deste contingente de indigentes, a doação estilo black friday do patrimônio público para empresas privadas de capital estrangeiro, o sucateamento universal das universidades públicas, a falta de concursos na área federal com a o loteamento de cargos por parentes, aderentes e agregados em uma meritocracia um tanto esquisita, não acham? Esconder que eles, os plumados azuis, entraram na justiça contra a lei 11096 de 13 (outra coincidência numérica?) de janeiro de 2005 que criou o PROUNI, programa que fomentou bolsas integrais de estudos universitários em faculdades privadas a estudantes brasileiros de baixa renda? Quem esconde o passado não pode ter presente e sequer projetar o futuro. Um país sem memória e sem história é oco, vazio. Um povo sem lembrança, sem apego às suas lutas e às suas conquistas históricas vira massa de manobra em comercial até de margarina. Não, recuso-me a apagar o passado. Ele está ali, presente sempre para que não possamos voltar, regredir, retroceder. Lembrar dele é sempre saudável e nos dá possibilidade de comparações. Como era a educação, a saúde, a segurança, a moradia? Como era tudo e como está hoje. E a partir daí iniciar um projeto de futuro para melhorar sempre. A busca de algo mais é o que alimenta a alma dos inquietos, dos ressurretos, dos revolucionários, dos sonhadores. Apagar o que passou é seguir feito zumbi em um modismo que varia de acordo com a biruta de aeroporto e... por falar em aeroporto...alguém sabe explicar o que aconteceu em Cláudio/MG? Estão vendo? O passado precisa vir ao presente se explicar, pois em tempos de mídia negociada, blindada e enganosa a tática de Rubens Rícupero é usada, ou seja, inescrupulosamente se mostra o que é bom e se esconde o que é ruim em um golpe de mágica inebriante. A sensação de que está tudo azul como se estivéssemos vacinados pela felicidade plena de repente é sacudida por uma constatação estarrecedora de Sylo Costa, conselheiro do Tribunal de Contas mineiro, que afirmou ?É duro ter que engolir que vacina para cavalo tenha sido contabilizada como verba para saúde pública?.

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