Opinião
EBOLA: ESTAMOS PREPARADOS
A notificação do primeiro caso suspeito de ebola no Brasil mostrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para enfrentar os desafios que a situação exige. A resposta rápida e transparente do Brasil frente ao primeiro caso suspeito em Cascavel (PR) e posteriormente descartado, foi elogiada pela Organização Mundial da Saúde. Desde a notificação do caso suspeito, todas as equipes envolvidas se mostraram preparadas. Foram adotadas as medidas de isolamento do paciente, bem como para rastreamento e, posterior, monitoramento de todas as pessoas que tiveram contatos com ele, com o objetivo de interromper uma possível cadeia de transmissão do vírus. Mesmo com a avaliação de especialistas internacionais, que consideram muito baixo o risco de ocorrerem casos no Brasil, nos preparamos para enfrentar a situação. Dispomos de um Plano de Preparação e Resposta para Emergências de Saúde Pública, que vem sendo utilizado, na vida real, para o monitoramento dos grandes eventos de massa realizados em 2013 e 2014 e no atual momento. Seguindo orientação do Ministério da Saúde, todas as unidades da federação definiram os hospitais de referência e os serviços do Samu que serão responsáveis pelo transporte e tratamento de um possível caso de ebola. Além disso, indicamos o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, no Rio de Janeiro e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo como hospitais de referência nacional para tratamento de ebola, além do Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, no Pará, como laboratório de referência. Para testar, na prática, as medidas adotadas, já realizamos duas simulações, no aeroporto internacional do Galeão e no Instituto de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, no Rio de Janeiro, assim como no aeroporto de Guarulhos e Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Vale ainda ressaltar que o período máximo de incubação da doença é de 21 dias. Isso significa que não há bloqueio capaz de identificar algum viajante que ainda não tenha manifestado os sintomas característicos da doença. O Brasil adotou todos os procedimentos necessários para a interrupção de uma possível cadeia de transmissão do vírus. Mesmo com o baixo risco de transmissão da doença, fortalecemos as nossas ações de vigilância e estamos em alerta para identificação de um possível caso suspeito de ebola no país.