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Uma nova etapa que se inicia, com mais di�logo

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Encerrada a eleição mais disputada desde a redemocratização, o lugar comum é repetir que ?os espíritos precisam ser desarmados? e ?os palanques têm de ser desmontados?. São frases óbvias, mas contêm verdades indiscutíveis, apesar de não encerrar toda a verdade no que toca às questões centrais para o dia seguinte ao segundo turno presidencial. Ulula o fato de que o Brasil dividiu-se, meio a meio, em duas posições antagônicas: avanço e atraso. O progresso venceu, mas precisa ser melhor definido, e reajustado em vários conceitos, pelas forças vencedoras. A dicotomia Lula x FHC precisa ser superada o quanto antes, mesmo que a siga por mais tempo a contraposição entre siglas correspondentes a esses dois nomes emblemáticos. PT e PSDB fortalecem-se como as agremiações polarizadoras dos votos brasileiros, mas ambas precisarão repensar sucessores. Reeleita, Dilma Rousseff enfrenará desafios em dose tripla, no mínimo: terá que corrigir rumos em seu governo, especialmente na área vital da economia; enfrentará uma oposição mais forte e mais odiosa, radicalizada; precisará responder, com muita firmeza e transparência, o cipoal de denúncias assestadas contra membros de sua equipe e que seguirão pressionando o Palácio do Planalto através de CPIs e inquéritos variados. Essa rearrumação não poderá esperar para o próximo mandato. Terá de começar agora, ainda no calor dos acontecimentos. O primeiro de janeiro, dia da posse para o segundo mandato, está muito distante dessa necessidade imediata de antecipar posturas, rumos e políticas adequadas à nova correlação de forças, cujo perfil acaba de ser definido pelas urnas para o período 2015-2018. Cabe a quem vence lançar-se à pacificação do País, não apenas com palavras, mas com gestos fortes, amplos, capazes de aliviar as tensões partidárias sem recuar dos compromissos de fazer avançar o projeto estratégico, basilar, de fazer o País crescer economicamente em paralelo ao aprofundamento da inserção social. O diálogo, como bem falou a presidenta, é a pedra de toque dessa quadra de tempo que se inicia agora. Dura missão. Para Dilma Rousseff, reeleita, começou ontem uma nova campanha, sem direito a intervalo para descanso ? afinal, este é o ônus dos vitoriosos.

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