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DEMOCRACIA BRASILEIRA ENTRE RETROCESSOS E AVAN�OS

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O Brasil, país jovem, avança firmemente, em sua democracia social e política interna, conquistando o respeito das principais economias do mundo e efetivando-se como líder na geopolítica latino americana. Entretanto, apesar de avanços significativos, setores conservadores e burgueses da sociedade constroem e destilam preconceitos, discriminação e arrogância com o surgimento de novos atores políticos e sociais, em nível nacional e regional. Na última década, o país foi retirado do mapa da fome pela ONU, resultado de milhões de pessoas terem acesso a bens necessários para viver com dignidade; investiu na produção, geração de emprego e distribuição de renda; abriu vagas para cerca de oito milhões de jovens em cursos técnicos; construiu mais de quatro centenas de escolas técnicas, mais campus universitário e novas universidades públicas. Infelizmente, parcelas da classe média e alta insatisfeitas com as conquistas adquiridas pela maioria da população, principalmente nas regiões secularmente marginalizadas e excluídas pelas políticas públicas de Estado, promovem preconceitos e ódio, aparentemente erradicados do cenário nacional, contra partidos de esquerda, defensores dos direitos humanos, minorias e nordestinos, contrariando todos os princípios constitucionais, como o da dignidade da pessoa, do respeito à igualdade e à justiça social. E, em nível do ordenamento jurídico, em nome da liberdade de expressão, inconformados com a derrota nas urnas, contrariam todos os princípios democráticos, defendendo o impeachment da presidenta eleita democraticamente e a intervenção militar. E para penalizar mais ainda a democracia, esses segmentos encontram eco na Suprema Corte do país, felizmente insignificante dentro do colegiado. Entretanto, no campo eleitoral, destacam-se os fatos de, pela primeira vez na história o país, acontecem sete eleições consecutivas dentro de plena tranquilidade e normalidade institucional; e, também, emergiram, com clareza política e doutrinária, quatro modelos de projetos políticos: Direita, Centro-Direita, Centro-Esquerda e Esquerda. A realidade está posta. Por um lado, na esfera do poder Executivo, os governadores eleitos têm a tarefa de resolver problemas ainda gravíssimos nas áreas de educação, saúde e violência; enquanto que, para a presidenta Dilma Rousseff, reconduzida ao cargo para mais um novo mandato, em parceria com os mandatários estaduais, cabe aprofundar e ampliar as reformas sociais, econômicas e políticas.

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