Opinião
A GUILHOTINA E O PESCO�O
Tudo o que o País não precisa nesse momento são movimentos radicais, estejam de que lado estejam, sejam qual linha se identifiquem. A democracia é o regime das diferenças, aquele que absorve as divergências e as leva ao debate,se compatíveis com a sua pujança e a sua sobrevivência, mas repele aqueles que se aproveitam de suas liberdades para solapá-las. É o que teima em ameaçar nossa democracia: de um lado, os extremistas de direita, que se infiltraram nas manifestações de rua de sábado passado e pediram a volta dos militares e a intervenção militar,felizmente, minoritários. Eram tão insignificantes em São Paulo, que os dois maiores jornais paulistas, ao os entrevistarem em momentos e locais diferentes, o fizeram com o mesmo idiota. Provavelmente, não é o que ocorre com um grupo neonazista gaúcho, que consta, soma cinco mil militantes. Esses malucos fazem questão de desconhecer a história, tal qual Ahmadinejad, aquele iraniano peçonhento, aliado do atual governo brasileiro, que negava o holocausto. No outro extremo, surge a aliança suspeita, consagrada em território brasileiro, e destinada a alavancar a ?revolução socialista? no continente, entre o governo bolivariano da Venezuela e o MST.São extremistas,radicais, farinhas do mesmo saco. As lideranças da oposição, a maioria delas identificadas com uma consistente história de resistência democrática ao regime militar, prontamente se manifestaram contra os radicais de direita,e espera-se o mesmo, por parte do governo petista em relação à citada aliança MST-Venezuela, o que seria desejável a um governo que prega o diálogo com a oposição e enfrenta situação dificílima na Economia. Até porque para superar a crítica situação da Economia nacional, o super-ministro está sendo procurado avidamente entre banqueiros ?revolucionários? , como o Trabuco, dono do Bradesco e o Meirelles, ex-presidente do Banco de Boston,donde, a saída será inevitavelmente através de medidas ortodoxas, o que não combina nada com essa coisa bolivariana,retrógrada, pré-muro de Berlin, que completa mais uma década de inexorável queda. Dilma acenou com o desejável diálogo logo após reeleita,mas precisa demonstrá-lo urgentemente na prática, se não fica parecendo àquele diálogo entre a guilhotina e o pescoço, e os pescoços aí precisarão de mais de cinquenta milhões de guilhotinas.