loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

UM MUSEU DE GRANDES NOVIDADES

Ouvir
Compartilhar

O Brasil tem uma democracia muito recente. Durante vinte e um anos (1964-1985) o nosso povo viveu sob a tutela dos militares. Um regime tirano e nefasto que foi planejado e posto em prática pelo governo dos Estados Unidos, setores da burguesia nacional e o Exército Brasileiro. Com o golpe militar, esta tríade, tinha como objetivo derrubar o governo democraticamente eleito de João Goulart, que pretendia implementar as chamadas Reformas de Base, para acabar com déficit habitacional, o latifúndio, democratizar o acesso ao ensino superior e conquistar a soberania nacional no terreno da economia. Entretanto, as reformas de base mexiam com os interesses das elites, destes que não gostam de povo, que são adeptos da sociedades de castas, onde eles, a minoria, tem que ser eternamente ricos, e o povo infinitamente pobre, submisso e humilhado. Um verdadeiro terror ideológico foi disseminado na sociedade brasileira. Assim, o governo Jango foi acusado mentirosamente de pretender instaurar uma ditadura e querer acabar com a família e com os valores cristãos e outros devaneios. O golpe militar acontece no dia 1 de abril de 1964. Todas as liberdades democráticas acabaram. O direito de protestar foi proibido, assim como a liberdade de imprensa, o direito de organização sindical e estudantil. Os partidos e o Congresso Nacional foram fechados e os militares impuseram o medo e a perseguição. Milhares de pessoas que não aceitaram a Ditadura e lutaram pela restituição da democracia, foram presas, submetidas a torturas. Passados cinquenta anos do Golpe, os torturadores, assassinos e agentes deste período nefasto ainda não foram para a cadeia, sequer para o banco dos réus. Esse passado recente da nossa pátria dialoga com a atual conjuntura política do país. Agora, com a vitória de Dilma, eles estão pedindo a volta da Ditadura Militar. É o que aconteceu em São Paulo no dia 01 de novembro, quando cerca de duas mil pessoas se reuniram na Av. Paulista para pedir o impeachment de Dilma e a intervenção militar para derrubar o governo. Mas o circo dos horrores não parou por ai. O Deputado nazista Jair Bolsonaro, foi à manifestação armado e seu filho durante discurso afirmou que seu pai teria ?fuzilado? Dilma se fosse candidato a presidente. Esta luta não vai acabar agora, ainda estamos nos primeiros capítulos. É urgente que os trabalhadores, os sindicatos, os movimentos sociais e todos os partidos de esquerda se unam para derrotar o avanço das forças conservadoras. É necessário convocar manifestações de repúdio a proposta reacionária de golpe militar. É fundamental a construção de uma frente antifascista no país.

Relacionadas